Commodities Agrícolas

28/02/2008

Commodities Agrícolas

 


Pico desde 2003 
 
Os contratos futuros do cacau para entrega em maio registraram ontem uma alta de 2,5%, para 1.377 libras esterlinas por tonelada na bolsa de Londres, maior preço desde abril de 2003. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a guinada se deveu a informações de que as exportações da Costa do Marfim, o maior produtor mundial, caíram 4,5% em janeiro. Os embarques totalizaram 178.401 toneladas, ante 186.778 toneladas do mês anterior. "O mercado está preocupado com a quantidade e a qualidade do cacau que está chegando daquele país", disse Jeff Cooper, trader independente de soft commodities em Londres. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba foi de R$ 72,60, frente aos R$ 70,60 do dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. 


Dólar impulsiona 
 
As previsões de que os investidores irão aumentar as suas compras de café como forma de se proteger da desvalorização do dólar acabou elevando a cotação do grão no mercado internacional para o maior teto em quase uma semana. Os fundos de investimento elevaram a sua atuação no mercado de commodities agrícolas em cerca de US$ 5 trilhões neste ano. "Agora tem sido a queda do dólar que está motivando o mercado a investir em commodities", disse George Saffadi, trader da Olam Americas. Os papeís para entrega em maio subiram 38 pontos em Nova York e encerraram a US$ 1,641 por libra-peso. Em Londres, o robusta atingiu US$ 2.643 por tonelada. No mercado interno, a saca de 60 quilos ficou em R$ 291,05, alta de 0,94%, segundo o Cepea/Esalq. 


Clima seco 
 
Os preços futuros do suco de laranja concentrado fecharam em alta pelo terceiro pregão consecutivo, na esteira de especulações de que o tempo seco na Flórida irá prejudicar a próxima safra da laranja no Estado americano. A Flórida é o segundo maior produtor de laranja do mundo, depois do Brasil. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, dos EUA, não deverá chover até o dia 3 de março na região. Partes do Estado receberam apenas 50% da precipitação habitual nesta época do ano. Na bolsa de Nova York, os papéis para entrega em maio subiram 23 pontos e encerraram o dia a US$ 1,2835 por libra-peso. Já no mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja foi negociada a R$ 10,21, segundo o Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, a laranja caiu 5,37%. 


Avanço interrompido 
 
Os preços do algodão recuaram ontem de seu patamar mais elevado em mais de quatro anos em virtude do temor de que as cotações elevadas possam afetar as exportações. Nas seis sessões anteriores, a análise corrente era que milho e soja, mais rentáveis e com preços em elevação, poderiam tomar espaço do algodão nas lavouras. Ontem, no entanto, soja e milho também caíram. Em Nova York, os contratos de algodão com vencimento em maio recuaram 155 pontos, ou 2%, para 77,93 centavos de dólar por libra-peso. Até a terça-feira, a commodity acumulava alta de 17% no mês. No mercado interno, o algodão encerrou negociado por R$ 1,3650 por libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq, uma ligeira alta de 0,07%. Em fevereiro, a queda acumulada é de 3,58%.