Algodão transgênico já ocupa 143 mil hectares
Apesar de ser mais recente no território baiano, o algodão transgênico já tem atuação forte nas lavouras do estado. A Bahia, junto com o Mato Grosso, são líderes na produção do grão geneticamente modificado, com um índice de 46% cada um, do total da área plantada. Somente da última safra (2006/2007) para a atual (2007/2008), a presença do algodão transgênico no estado baiano triplicou, saltando de 44 mil hectares para 143 mil hectares.
O vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e também presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen, destaca que uma das principais vantagens da soja transgênica é o aumento da versatilidade do plantio. “Com a soja modificada, por exemplo, os produtores ganham cerca de 15 dias no período do plantio, já que podemos plantar a semente sem precisar esperar dessecar o mato”, aponta.
Jacobsen frisa ainda que hoje quase todo produtor do oeste baiano – região onde se concentra a maior parte da produção do estado – tem uma parte da lavoura formada por transgênicos. “Cada um faz sua escolha, mas o objetivo é sempre tornar o trabalho mais lucrativo e menos trabalhoso”, observa, salientando que, com os transgênicos, os ganhos com produtividade e redução nos custos de produção no Oeste chegam a 10%.