Commodities Agrícolas
Limite de alta
Os preços futuros do algodão fecharam com forte alta ontem, atingindo o maior patamar desde 1996, após notícias de que a China, maior importador global, está aumentando a demanda pela pluma, afirmam analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a 84,86 centavos de dólar por libra-peso, aumento de 300 pontos. As beneficiadoras de algodão da China estão procurando matéria-prima de outras origens por conta dos altos preços da pluma no mercado. As cotações registram um forte movimento de alta depois que os produtores americanos decidiram reduzir a área para algodão para investirem em soja e trigo. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,3811 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.
Importações chinesas
O aumento da demanda chinesa por soja voltou a dar o tom dos negócios da commodity, que encerrou em alta ontem. Em Chicago, os contratos com vencimento em maio avançaram 23 centavos de dólar, para US$ 15,5950 por bushel. Os rumores ontem eram de aumento das importações de soja e óleo de soja pela China nos próximos meses. Na esteira do avanço do preço da soja e também do trigo, o milho pode perder espaço nas lavouras, o que puxou a alta do grão. Os papéis para maio subiram 10 centavos de dólar em Chicago, a US$ 5,6650 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos de soja subiu 2,41%, para R$ 50,17, segundo o índice Cepea/Esalq. A saca do milho, por sua vez, teve uma pequena baixa, de 0,08%, e encerrou negociada por R$ 28,40.
Clima preocupa
A preocupação com as condições climáticas dominou o mercado de trigo ontem, e a commodity voltou a fechar em alta. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio subiram 16,50 centavos de dólar, para US$ 11,0250 por bushel. Em Kansas, os papéis para maio encerraram com avanço de 10,75 centavos de dólar, a US$ 11,7075 por bushel. Condições climáticas adversas abateram a produção de trigo na Austrália nos últimos dois anos e, no ano passado, chuvas em excesso depois de uma temporada de frio em abril também afetaram o desempenho das lavouras nos Estados Unidos. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos subiu 0,57% e foi negociado, na média, por R$ 37,12, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Fundos dão suporte
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta ontem, impulsionados por movimento de compra dos fundos. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a 15,18 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 43 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto encerraram a US$ 404,50 a tonelada, aumento de US$ 9,30. No mercado paulista, a saca de 50 quilos encerrou o dia a R$ 26,73, alta.