Commodities Agrícolas

05/03/2008

Commodities Agrícolas

 

Mercado arrefecido

A expectativa de que a demanda internacional irá arrefecer e que os Estados Unidos destinarão menos milho para consumo animal provocaram a maior queda em quase seis semanas nos contratos futuros do grão, negociados no mercado internacional. Em Chicago, os papéis para maio recuaram 12 centavos de dólar (2,1%) e fecharam a US$ 5,545 por bushel. "Os compradores vão esperar pela retomada dos preços para voltar a comprar", disse à Bloomberg Jim Riley, analista de mercado e broker da Linn Group. Assim como o que ocorreu com outras commodities agrícolas, como o café, os temores de uma recessão nos EUA também influenciaram de forma negativa o milho. No mercado interno, a saca fechou a R$ 28,74, alta de 1,2%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Recessão ameaça
 
Os preços futuros do café recuaram ontem diante de especulações de que uma eventual recessão nos Estados Unidos possa reduzir o consumo da bebida e diminuir o investimento em commodities, realizado hoje como forma de "hedge" contra a inflação. Na bolsa de Nova York, os papéis para entrega em maio recuaram 25 pontos e encerraram o dia cotados a US$ 1,6505 por libra-peso. "Se entrarmos em recessão, haverá menos demanda", sentenciou Jaime Menahem, trader da Alaron Trading, em Miami. "Os fundos estão agora nas commodities como forma de se proteger da inflação". No mercado interno, a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 287,13, queda de 1,6% em relação ao dia anterior, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity já acumula perda de 1,5%. 


Ajuste técnico
 
A avaliação de que as altas da cotação da soja têm sido demasiadas dominou o mercado da commodity ontem, que fechou em declínio. Baixas do grão na China também colaboraram para a queda. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio recuaram 48,75 centavos de dólar, para US$ 15,1075 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, foi o recuo foi um ajuste técnico. As quedas deverão ser limitadas nas próximas sessões, acreditam os analistas, porque a China deve aumentar seus estoques de alimentos para debelar suas pressões inflacionárias - em janeiro, a inflação no país bateu no maior nível em 11 anos. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos fechou em baixa de 1,34%, a R$ 49,50, de acordo com o índice Cepea/Esalq. 


Especulador derruba

Os preços futuros do açúcar fecharam com forte queda ontem, nas bolsas internacionais, atingindo os menores patamares dos últimos nove meses, pressionados por vendas de fundos e de especuladores no mercado. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o pregão a 14,54 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 64 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto fecharam o dia a US$ 392,10 a tonelada, com baixa de US$ 12,40. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg informaram que boa parte das commodities agrícolas recuou ontem, um dia após a forte alta dos preços do petróleo. No mercado paulista, a saca de 50 quilos encerrou o dia a R$ 26,78, alta de 0,19%, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita no centro-sul terá início neste mês.