Encontrado 5º foco de ferrugem da soja

05/03/2008

Encontrado 5º foco de ferrugem da soja

 

O quinto foco de ferrugem asiática da soja na Bahia, este ano, foi confirmado no início dessa semana por técnicos do programa de controle da doença, no município de Formosa do Rio Preto, próximo da fronteira com o Tocantins.

Nessa safra, foram plantados no cerrado 935 mil hectares de soja, com estimativa de produzir 2.524.500 toneladas, sendo que já foram detectados focos nos municípios de Barreiras, Luis Eduardo Magalhães e Riachão das Neves.

De acordo com a pesquisadora Mônica Martins, os produtores devem intensificar o monitoramento das suas lavouras para o controle adequado da doença.

Ela explicou que, em caso de dúvida na identificação do fungo, as folhas suspeitas devem ser encaminhadas a um dos nove laboratórios credenciados, sem custos para o produtor.

Com as chuvas mais intensas na região desde o mês de fevereiro, o clima para a proliferação da doença, provocada pelo fungo phakopsora pachyrhizi, é favorável, pois ela se desenvolve com umidade e em temperaturas amenas. Segundo Mônica, que é técnica da Fundação Bahia, em 100% das lavouras de soja na região foram aplicados fungicidas específicos, o que diminui as chances do ataque e minimiza as perdas de produtividade. Desde que chegou ao Estado, na safra 2002/2003, a ferrugem asiática da soja elevou os custos de produção, pois em alguns casos os produtores fazem até quatro aplicações dos produtos.

Em média, segundo o engenheiro agrônomo Nailton Almeida, que também integra o programa de combate à ferrugem e faz parte da equipe da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), o custo por aplicação é de R$ 40 por hectare, ou 4% do custo total de produção.

O Estado, que na safra passada teve o maior registro de focos, um total de 747, este ano está bem atrás de Estados como o Paraná, que já contabilizou 848 focos, e Mato Grosso do Sul, que até agora registrou 538. No Brasil, até ontem, haviam sido confirmados 1.798 focos da doença.

Para o diretor executivo da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Alex Rasia, a diminuição dos focos no Estado se deve ao programa em parceria com órgãos públicos e privados e ao nível de conscientização dos produtores.

Ele destaca que na safra 2002/2003 a região teve perdas acima de 30% na produtividade.

A estimativa era produzir acima de 40 sacas por hectare, mas a média ficou em 30,5 sacas/hectare.

Para este ano, apesar dos focos registrados, a expectativa é alcançar 45 sacas/hectare, mesmo número de 2007, quando na região foram plantados 850 mil hectares e a produção foi de 2,295 milhões de toneladas.

Levado pelo vento, o fungo da ferrugem asiática chegou no Brasil em 2001. Ele se instala na parte inferior das folhas e, se não tratado em tempo, tira a vitalidade da planta, afetando o florescimento — a fase da planta em que a doença se manifesta preferencialmente —, a formação dos grãos e a produtividade.