ETH Bioenergia define aportes de US$ 1 bilhão em três novas usinas
O grupo Odebrecht vai investir aproximadamente US$ 1 bilhão para a construção de três novas usinas de açúcar e álcool, que deverão entrar em operação a partir de 2011. Com mais esse aporte, a ETH Bioenergia, braço de agroenergia da companhia, passa a contar com nove unidades 'greenfield' (construção) como parte de sua estratégia de expansão nesse segmento.
Nos próximos dias, o grupo deve assinar contrato de compra da usina Eldorado, de Rio Brilhante (MS), conforme antecipou o Valor no dia 22 de janeiro. A usina pertencia ao empresário Benedito Coutinho, e essa unidade estava sendo disputada também pela gigante Bunge.
Com essa nova aquisição, a ETH Bionergia passa a controlar duas usinas em operação. A primeira, a Alcídia, instalada na região do Pontal do Paranapanema (SP), foi adquirida no ano passado, e marcou a entrada da gigante no setor sucroalcooleiro. Após a compra da Alcídia, o grupo anunciou seu primeiro projeto greenfield na mesma região, em sociedade com a ACP Agropecuária.
Ao fazer sua estréia no setor, a Odebrecht informou ter um orçamento de R$ 5 bilhões para promover sua expansão no segmento. Praticamente todos esses recursos já estão comprometidos, uma vez que o grupo planeja investir entre US$ 300 milhões e US$ 350 milhões em cada unidade 'greenfield 'anunciada.
No fim de outubro do passado, a ETH Bioenergia associou-se à trading japonesa Sojitz, que comprou 33,3% das ações da empresa de agroenergia brasileira, e aumentou o poder de fogo do grupo para promover seus investimentos nesse segmento.
Segundo Eduardo Pereira de Carvalho, diretor estratégico da ETH, as três novas unidades da Odebrecht que deverão entrar em operação a partir de 2011 serão construídas na região de Nova Alvorada (MS), onde o grupo já está construindo uma planta, em Goiás, na cidade de Itarumã, onde já deu início a um pólo produtor denominado Caçu, e a última, no Pontal do Paranapanema, onde também possui uma unidade em operação e outra em construção.
Para a próxima safra, a 2008/09, as duas usinas em operação do grupo - a Alcídia e a Eldorado - devem processar juntas cerca de 3,8 milhões de toneladas de cana. "Para 2009, o volume de moagem deverá saltar para 8 milhões de toneladas", diz Carvalho, observando que três das nove unidades greenfield do grupo vão entrar em operação a partir do próximo ano, com moagem de 1 milhão de toneladas cada uma, além do aumento de capacidade de processamento das unidades já em operação.
De acordo com o executivo, caso o grupo decida adiar os projetos de construção de alguma de suas usinas, a moagem da cana projetada não deverá ser alterada. "Todos os nossos projetos foram pensados como pólos de produção, com unidades próximas umas das outras, que poderão absorver a produção das usinas de cada região", afirma.
O grupo estabeleceu a região paulista do Pontal do Paranapanema como seu primeiro pólo produtor de cana. O sul de Goiás e a região de Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, completam os outros dois clusters do grupo.