EBDA capacita produtores de maracujá e incentiva cooperativismo

18/03/2008

EBDA capacita produtores de maracujá e incentiva cooperativismo

 

Estimular os agricultores familiares dos municípios de Livramento de Nossa Senhora e Dom Basílio ao associativismo e cooperativismo, visando a organização para comercialização do maracujá. É com este objetivo que Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), vem realizando a capacitação dos agricultores, em parceria com o Sebrae.
Os dois municípios, situados na região de Caetité, formam um pólo de fruticultura, onde o maracujá, cultivado principalmente por agricultores familiares, com áreas médias de 1,5 hectare, tem se constituído numa fonte importante para a geração de emprego e renda. De acordo com Emerson Leal, presidente da EBDA, o Governo do Estado reconhece a capacitação como uma das mais importantes ferramentas para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. “Nesse pólo, onde o maracujá tem tanta representatividade, não podemos deixar de contribuir para o crescimento tecnológico da cultura, através da capacitação e assistência técnica aos produtores”, destaca Leal.
Crescendo a cada ano, em área plantada, o cultivo de maracujá requer investimentos, não só financeiros, mas, também, tecnológicos, o que levou a parceria a implementar um programa de capacitação, que vai desde a sensibilização do produtor para assimilação de novas tecnologias, passando pelas técnicas de plantio, correção e preparo de solo, propagação e preparo de mudas, adubação, podas, polinização, controle de pragas e doenças, e manejo de água na cultura irrigada, até a colheita. A capacitação também têm foco na comercialização do maracujá, onde são abordadas as orientações sobre a importância do associativismo e do cooperativismo.

CULTURA DO MARACUJÁ

Geradora de emprego e renda, a cultura do maracujá se destaca na região, sendo responsável pela geração de mais de 11 mil empregos diretos. Nas comunidades de Monte Oliveira e Lourenço, em Livramento, o maracujá representa a base da economia local. O produto oriundo dessa microrregião é comercializado em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Francisco Bastos Cardoso, assessor técnico da EBDA, afirma que “a produção se ampliou a partir do estímulo dado para a formação de associações e cooperativas, através das quais os agricultores familiares podem alcançar preços médios mais altos, além de outras vantagens”. 
Em Monte Oliveira e Lourenço, são 131 agricultores familiares, reunidos em duas associações e uma cooperativa, explorando uma área plantada de 258 hectares, com produção de 3,86 mil toneladas de maracujá/ano. No pólo de Livramento/Dom Basílio, que representa a maior área plantada com maracujá na Bahia, são 5,6 mil hectares plantados e 3.600 agricultores, usando basicamente mão-de-obra familiar, com produtividade média em torno de 15 toneladas/ha, perfazendo um total de 84 mil toneladas/ano. Além da capacitação, a EBDA contribui com assistência técnica aos agricultores em todas as fases de produção, na implantação do pólo.

 

EBDA/Assimp, 18/03/2008.