Commodities Agrícolas

24/03/2008

Commodities Agrícolas

 


Saldo negativo
 
As cotações do café encerraram a semana passada como começaram em Nova York: em queda. Na quinta-feira (na sexta a bolsa permaneceu fechada), com novas vendas de fundos de investimentos, os contratos com vencimento em julho caíram 205 pontos, para US$ 1,3340 a libra-peso - 12,4% abaixo da sexta-feira da semana anterior. Para traders consultados pela agência Dow Jones Newswires, a quinta-feira foi de ajustes de posições e é possível esperar por alguma valorização ao longo desta semana que se inicia. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos de café arábica recuou mais 0,89% na quinta, para R$ 242,73. Com isso, a queda acumulada em março chegou a 16,73%. Reações externas tendem a aliviar as perdas. 

Nas ondas da crise

Marcante durante toda a semana, o movimento de liquidação de posições por parte de fundos de investimentos resultou em forte queda das cotações do cacau também na quinta-feira em Nova York (na sexta a bolsa permaneceu fechada). Os contratos com vencimento em julho perderam mais US$ 232 e fecharam a US$ 2.317, elevando para 20,5% a queda em relação ao fechamento da sexta-feira anterior. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires reforçaram que os fundamentos do mercado permanecem os mesmos, e que os preços vêm oscilando ao sabor do dólar e do petróleo. No país, a arroba negociada em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, saiu por R$ 67,30 na quinta, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. 

Patinho feio
 
As cotações do suco de laranja encerraram a semana passada em forte baixa em Nova York, pressionadas pela turbulência financeira global e, sobretudo, pela expectativa de queda da demanda em decorrência da crise. Os papéis para entrega em julho recuaram 305 pontos na quinta-feira (na sexta a bolsa permaneceu fechada), para US$ 1,1665, e as perdas acumuladas em relação à sexta-feira anterior subiram para 3,6%. "Ninguém está interessado em suco", exagerou um trader à agência Dow Jones Newswires. E esse desinteresse, lembrou, aparece em um momento de aumento da produção dos EUA. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 9,53 na média paulista na quinta, segundo o Cepea/Esalq. 

Na contramão do dólar

Em algum momento da segunda metade da sessão de quinta-feira em Nova York as cotações do algodão até que ensaiaram uma recuperação, mas apenas para incentivar o recrudescimento de uma liquidação especulativa que permeou o mercado ao longo de toda a semana passada. Ao fim e ao cabo, os contratos para julho fecharam a quinta-feira (na sexta a bolsa permaneceu fechada) a 73,83 a libra-peso, em queda de 40 pontos em relação à véspera e de 9,9% sobre a sexta-feira da semana anterior. Enquanto o dólar apontar para cima, disse um trader ouvido pela Dow Jones Newswires, o algodão apontará para baixo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso permaneceu em R$ 1,4396 na quinta. No mês, há valorização de 4,62%.