Cotação do bezerro sobe 31,2% em um ano
O mercado de animais de reposição, assim como o de boi gordo, está aquecido no país.
De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, as cotações do bezerro vêm registrando altas diárias desde o início de janeiro do ano passado em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O Indicador do bezerro ESALQ/BM&F (nelore, de 8 a 12 meses, à vista, no Mato Grosso do Sul) teve aumento de 31,15% desde 23 de março do ano passado, saindo de R$ 397,17 para R$ 520,88 na última quinta-feira, dia 20 de março, conforme comunicado do Cepea.
Segundo o centro de estudos, o indicador do bezerro bate "recordes sucessivos" há um ano. Ontem, o indicador teve nova alta diária, de 0,06%, e fechou a R$ 521,20. Portanto, a valorização desde 23 de março de 2007 já alcança 31,22%.
Na avaliação do Cepea/Esalq, o mercado firme do bezerro "reflete a baixa oferta de animais disponíveis para reposição". Conforme o Cepea, a compra de animais representa cerca de 14% dos custos efetivos da produção de quem atua na recria. Assim, observa em nota, "a valorização do bezerro somada ao aumento de outros importantes itens da pecuária, como o sal mineral e fertilizantes", preocupa pecuaristas que trabalham nesse segmento.
Também há dificuldade para a reposição de animais com idade a partir de dois anos no país, informa o Cepea. Segundo o centro de pesquisas, na última semana, o boi magro foi comercializado por até R$ 900,00 em várias regiões pesquisadas.
O indicador ESALQ/BM&F para o boi gordo também segue firme e fechou ontem a R$ 76,26 a arroba em São Paulo, uma valorização de 1,03 % no mês. Em um ano, a alta é de 37,68%.