Ovino-caprinocultura de corte terá investimento de R$ 14 mi

28/03/2008

Ovino-caprinocultura de corte terá investimento de R$ 14 mi

 

ASecretaria da Agricultura (Seagri) estabeleceu uma parceria para o desenvolvimento da ovino-caprinocultura de corte na região do semi-árido que vai atender, prioritariamente, os agricultores familiares.

Os primeiros contratos de financiamento, assinados anteontem, incluem a conclusão dos frigoríficos de Jussara, Pintadas e Juazeiro, com a garantia de pleno funcionamento dessas unidades agroindustriais, e a aquisição de matrizes de qualidade para melhoramento genético do rebanho.

Além da Seagri, a iniciativa envolve as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), o Senai, a Fundação Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e organizações sociais.

Os recursos destinados ao projeto são de R$ 14 milhões, sendo que R$ 6,7 milhões serão liberados pelo governo da Bahia, o que representa 49% dos investimentos.

O superintendente do Sebrae, Edival Passos, afirmou que o sucesso de um negócio não depende apenas de crédito, mas também de assistência técnica e do envolvimento de todo o setor produtivo.

"Temos que orientar o produtor a investir em qualidade e adotar uma postura empreendedora, avançando desde a melhoria genética até a comercialização", disse.

Emprego e renda - O prefeito de Pintadas, Valcir Almeida Rios, afirmou que o crescimento da ovino-caprinocultura vai beneficiar os municípios com geração de emprego e renda.

"O projeto vai fazer com que a atividade deixe de ser apenas uma cultura de subsistência para se tornar um empreendimento economicamente viável", observou.

"Com apoio técnico e crédito, vamos expandir a criação, oferecendo um produto de qualidade e com preços mais vantajosos. Melhorando a produção, a gente melhora de vida", ressaltou Vanderlan Araújo da Silva, produtor na região de Jussara.

Os frigoríficos atenderão à produção dos territórios de Irecê, Bacia do Jacuípe e Sertão do São Francisco.

Novas tecnologias de manejo

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, informou que ao investir na qualidade da carne, oferecer novas técnicas de manejo e estabelecer condições para a comercialização, o governo vem dando novo impulso à ovino-caprinocultura.

"Diante das exigências do consumidor, o produtor que não utilizar novas tecnologias para melhorar seu rebanho está fora do mercado", disse.

O secretário da Agricultura, Geraldo Simões, lembrou que a política adotada pelo Estado de investir no semi-árido está melhorando as condições de vida numa região que abrange 70% do território baiano e concentra municípios com os piores índices de desenvolvimento humano na Bahia.

Simões destacou que a criação de caprinos e ovinos tem se revelado uma atividade capaz de gerar emprego e renda, dando um novo impulso à economia da região, que abrange 265 municípios.

Programa Sertão Produtivo

A Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf) e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), órgãos da Seagri, vão oferecer assistência técnica e realizar investimentos complementares na infra-estrutura dos frigoríficos, fornecimento de animais geneticamente melhorados e sêmen, além da distribuição de kits para ensilagem de forrageiras como reserva estratégica alimentar do rebanho para o período de estiagem.

As ações fazem parte do programa Sertão Produtivo, que tem como foco a caprino-ovinocultura, atividade desenvolvida por agricultores familiares, abrangendo toda a cadeia produtiva.

A conclusão das unidades de processamento de carne, couro e artefatos beneficiará 6 mil produtores.