Bahia está apta a exportar banana para a Argentina

31/03/2008

Bahia está apta a exportar banana para a Argentina

 

A Bahia, maior Estado produtor de banana do País, já está apta a exportar banana para a Argentina.
Segundo determinação do Mercosul, nos requisitos fitossanitários para comercialização de banana entre os países integrantes do bloco, é exigido um laudo que ateste a ausência do Bradinothrips musam.

Este laudo passará a ser emitido por técnicos da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri). “Os produtores de banana terão a oportunidade de ampliar seus mercados também para a Argentina. A exportação para o Mercosul estava em risco por não existirem técnicos habilitados para a emissão deste laudo”, afirma o diretor de defesa sanitária vegetal da Adab, Cássio Peixoto.

Técnicos da Adab participaram de um treinamento para identificação de pragas existentes na cultura da banana. O curso foi ministrado pelo laboratório de taxonomia do setor de entomologia da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em Piracicaba, São Paulo.
Segundo Peixoto, as barreiras sanitárias, embora imponham resistências para importação, quando superadas representam um importante reforço para a competitividade comercial dos produtos agropecuários. No caso das barreiras fitossanitárias, o objetivo é proteger as plantas e as frutas de doenças e pragas.

FAMILIAR – A produção de banana está concentrada na agricultura de base familiar, que representa 60% dos produtores. A Bahia produz 1,28 milhão de toneladas ao mês, cultivadas em cerca de 85 mil hectares. O maior pólo produtor fica em Bom Jesus da Lapa, com 530 hectares de banana do tipo cavendish, exportando 240 toneladas/mês. A previsão é que o município amplie área de plantio para 1.500 hectares, visando atender à demanda da exportação.
Outros pólos produtores de banana do Estado a serem beneficiados são o da região cacaueira e extremo sul. Na microrregião composta pelos municípios de Gandu, Wenceslau Guimarães, Tancredo Neves, Teolândia, Piraí do Norte, Nova Ibiá e Itamari, são 14 mil hectares cultivados, com produção de 35 mil toneladas/ ano, gerando 14 mil empregos diretos e 20 mil indiretos.

“O cultivo de banana vem dando novo impulso à economia, reduzindo a dependência do cacau. Através da adoção de novas técnicas, em parceria com Adab, Ebda, Embrapa e Ceplac, estamos melhorando a qualidade, atingindo novos mercados”, explica Renato Dias, do Comitê Gestor de Complementação de Renda da Região Cacaueira/Regional Gandu.