Commodities Agrícolas
Segunda queda
Os preços futuros do açúcar caíram na sexta-feira na bolsa de Nova York, no segundo recuo consecutivo no pregão americano. O resultado foi motivado pelos planos da Índia de aumentar suas exportações e por especulações de que a alta nos impostos da Rússia irão restringir as compras do país. Os russos são os maiores importadores de açúcar do mundo. "A Índia está tentando vender antes do seu período de monções e a Rússia deve retardar as compras", disse à Bloomberg Michael McDougall, da Newedge USA. Os contratos para entrega em maio recuaram 40 pontos e encerraram o dia cotados a 11,73 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar ficou em R$ 28,03, com queda de 0,25%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Leilão do governo
Os preços futuros do café fecharam em queda na sexta-feira, nas bolsas internacionais, pressionados por vendas de fundos. Em Nova York, os contratos para julho encerraram a US$ 1,3295 a libra-peso, com baixa de 215 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 2.298 a tonelada, com recuo de US$ 61. O governo decidiu incluir a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para realizar os leilões de café dos seus estoques. Os grãos estão armazenados nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Espírito Santo. A inclusão de novos agentes operacionais para os leilões é para dar maior fluxo às vendas. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 252,23, recuo de 2,29%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a baixa é de 13,47%.
Fundamentos fracos
O fortalecimento do dólar e os fracos fundamentos abalaram o desempenho do cacau, que voltou a fechar em baixa na sexta-feira, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Colaborou para a baixa, ainda, o relatório em que o Fortis Bank reduziu sua estimativa de déficit mundial de cacau para 5 mil toneladas na safra 2007/08 - em fevereiro, a projeção havia sido de 32 mil toneladas. O relatório aponta que a melhoria de condições climáticas colaborou para o reforço dos estoques. Na sexta-feira, os contratos com vencimento em julho negociados em Nova York caíram US$ 66, para US$ 2.390 por tonelada - em uma semana de forte volatilidade, a commodity encerrou em alta de 3,1%. Em Londres, a queda foi de 37 libras esterlinas, a 1.316 libras por tonelada.
Indústrias compram
Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam em alta na sexta-feira, na bolsa de Nova York. Os contratos para julho fecharam a US$ 1,1395 a libra-peso, com aumento de 110 pontos. Analistas ouvidos pela Bloomberg informaram que a recente queda dos preços do suco devem estimular a compra por parte das indústrias. As cotações do suco atingiram na semana passada o menor patamar dos últimos dois anos. A demanda por bebidas deverá recuar num momento que a colheita de laranja da Flórida, segundo maior produtor mundial, deverá crescer 29% em relação ao ano anterior, segundo analistas de mercado. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias encerrou a R$ 9,54, segundo o Cepea/Esalq.