Detectada mosca negra em São Paulo
A Comissão Técnica da Citricultura vai sugerir mudança na Instrução Normativa (IN) nº 20, de 2002, do Ministério da Agricultura, que regulamenta o manejo da mosca negra dos citros do País, para tentar barrar o avanço da praga no Estado de São Paulo.
A decisão ocorreu após a confirmação de focos da doença em quatro municípios da região de Campinas (SP).
De acordo com Mário Tomazela, diretor da Defesa Sanitária Vegetal da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), as mudanças devem prever maior rigidez nas normas de certificação, na mitigação de riscos e na rastreabilidade das frutas cítricas.
Os técnicos que participaram da reunião avaliaram que as normas previstas na IN 20/2002 são pouco rígidas, criadas quando a doença estava restrita a regiões com pouca produção de citros.
VEGETAL – Os primeiros relatos da mosca negra dos citros no Brasil surgiram em 2001, no Pará, e hoje a praga está ainda em São Paulo, Goiás, Amazonas e Tocantins. “Muito provavelmente a doença chegou aqui em São Paulo com um material de propagação vegetal (planta)”, disse Tomazela.
“É importante alertar as recomendações técnicas para a pulverização química no controle da praga e no trânsito de frutas dos pomares com a doença, que precisam ser lavadas”, explicou o diretor.
A mosca negra dos citros (Aleurocanthus woglumi Ashby ) suga a seiva das plantas e prejudica principalmente as folhas novas em crescimento.
O ataque do inseto causa vários danos nos citros e, normalmente, mata a planta. O inseto é de fácil disseminação, pois tem cerca de 300 espécies de plantas hospedeiras.