Commodities Agrícolas

02/04/2008

Commodities Agrícolas

 

Mercado atraente

Os preços futuros do café subiram ontem na bolsa americana devido a especulações de que torrefadores e fundos de investimentos estão entrando no mercado após a queda de 24% do grão em março. "Qualquer dinheiro novo que entrar no mercado irá para o café", disse à Bloomberg James Cordier, da OptionSellers.com, de Tampa, Flórida. Em Nova York, os contratos para entrega em maio subiram 170 pontos e encerraram o dia cotados a US$ 1,291 por libra-peso. "Há muita expectativa de que mais dinheiro será destinado às commodities", avaliou Rodrigo Costa, vice-presidente para vendas institucionais da Newedge USA LLC, de Nova York. No mercado interno, a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 252,01, com alta de 0,93%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 

Dólar forte
 
Os contratos futuros do cacau para entrega em maio encerraram o pregão de ontem em Nova York com queda de 39 pontos, ficando a US$ 2.282 a tonelada. Foi o terceiro recuo consecutivo da amêndoa. Segundo analistas entrevistados pela Bloomberg, a queda se deveu à valorização do dólar, que segurou o apetite dos especuladores que utilizam outras moedas para comprar commodities. "O dólar forte explica esse fraco desempenho", disse Michael Ragazzo, presidente da MBL Commodities, de Nova York. Os preços da amêndoa haviam atingido seu pico no dia 14 de março, quando bateram nos US$ 2.971 por tonelada. Em Itabuna e Ilhéus, a cotação média da arroba do cacau ficou em R$ 63, segundo a Associação Nacional dos Produtores de Cacau. 

Menos valência
 
Os preços futuros do suco de laranja encerraram em alta ontem, alcançando o maior patamar dos últimos cinco meses, impulsionados pela menor colheita de laranja do tipo valência nos Estados Unidos. Os produtores americanos devem colher 12,97 milhões de caixas de 40,8 quilos, 23% menos deste tipo de laranja, que possui um alto teor de suco, de acordo com relatório do Comitê Administrativo de Citrus em Lakeland, na Flórida. A oferta total de laranja da Flórida, segundo maior produtor mundial, será 17% maior, em torno de 167 milhões de caixas. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho fecharam a US$ 1,1795 a libra-peso, com alta de 505 pontos. No mercado paulista, a caixa de laranja para as indústrias fechou a R$ 9,43, segundo o índice Cepea/Esalq. 

Estímulo à exportação
 
Após quatro sessões consecutivas de baixas, o preço futuro do algodão subiu ontem. Para analistas, as quedas recentes, que levaram a cotação para o menor nível em sete semanas, tendem a estimular a demanda dos importadores da commodity. As vendas mais que dobraram no período de uma semana que se encerrou em 20 de março, quando os preços caíram para o menor nível em um mês. A alta da soja registrada ontem em Chicago também impulsionou o algodão, segundo analistas disseram à Bloomberg. Em Nova York, os contratos de algodão com vencimento em julho subiram 115 pontos, para 73,95 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o algodão em pluma encerrou em baixa de 0,62%, a R$ 1,4133 por libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.