Commodities Agrícolas

08/04/2008

Commodities Agrícolas


 

Gasolina impulsiona
 
Os contratos futuros do açúcar registraram a maior alta em quase dois meses no mercado americano. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o resultado foi motivado por especulações de que a alta nos preços da gasolina elevarão a demanda pelo etanol feito à base de cana. O petróleo subiu ontem 3,1% devido à tentativa do mercado de ter melhores retornos. "Estamos navegando atrás do petróleo", disse Charles Neddos, do Peak Trading Group, de Chicago. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em maio subiram 55 pontos e fecharam a 12,12 centavos por libra-peso. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar ficou em R$ 28,39, com alta de 1,0%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity já acumula alta de 0,35% . 

Hedge contra inflação
 
A percepção de que os investidores continuam comprando mais commodities como forma de se proteger da inflação nos EUA voltou a influenciar os preços do café no pregão de ontem. Os contratos com entrega em maio subiram 17 pontos - 1,3%- e encerraram o dia a US$ 1,336 por libra-peso na bolsa de Nova York. Segundo Jaime Menahem, trader da Alaron Trading que concedeu entrevista à Bloomberg, o Fed (banco central americano) deverá reduzir ainda mais os juros como forma de segurar a alta generalizada dos preços no país. "Mas isso é bom para as commodities", diz ele. O raciocínio é que taxas mais baixas tornam o dólar mais barato para os investidores. No mercado interno, a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 256,52, segundo o Cepea/Esalq. 

Reversão de tendência
 
Como em outras commodities, os contratos do suco de laranja atingiram ontem a maior alta percentual em quase seis meses. É uma inversão de rumos dos papéis: até a semana passada, a laranja registrava queda após queda, acumulando depreciação de 22% neste ano devido à redução na demanda e à alta na oferta. Seguindo a lógica econômica, os investidores mudaram o foco para esses contratos, mais baratos, disse à Bloomberg o analista Boyd Cruel, da Alaron Trading, de Chicago. Em Nova York, os contratos para maio subiram 55 pontos, para US$ 1,1775 por libra-peso. Foi o maior ganho desde 15 de outubro de 2007. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do suco ficou em R$ 8,65, segundo o Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, acumula queda de 2,02%. 

Área menor
 
Os contratos futuros do algodão subiram ontem na esteira das preocupações de que os agricultores americanos irão plantar menos fibras devido à corrida por culturas mais rentáveis, como trigo e soja. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, os produtores do país reduzirão em 13% a área plantada com algodão neste ano, para 3,8 milhões de hectares. Os preços do milho subiram 61% no ano passado, os da soja, 68%, e os do trigo mais que dobraram nos últimos 12 meses. Em Nova York, os contratos para entrega em maio subiram 196 pontos, para 76,35 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a libra-peso do algodão em pluma encerrou o dia cotada a R$ 1,3905 por libra-peso, de acordo com o Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula queda de 2,22%.