Commodities Agrícolas
Brasil pressiona
Os preços futuros do café negociados na bolsa de Nova York encerraram o pregão de sexta-feira em queda, mais uma vez motivada por especulações de que a alta produção brasileira deverá provocar um desequilíbrio na balança entre a oferta e a demanda global. O país é o maior produtor do mundo. "O Brasil e o Vietnã deverão ter uma boa colheita", disse à agência Bloomberg o vice-presidente da Newedge USA LCC, Rodrigo Costa. O Meteorologix LLC, dos EUA, afirmou que regiões produtoras de São Paulo e Minas Gerais registram "condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento da lavoura". Os papéis para entrega em julho caíram 100 pontos e fecharam a US$ 1,319 por libra-peso. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 250,79, queda de 0,46%, segundo o Cepea/Esalq.
Impasse na Argentina
Depois das altas expressivas do meio da semana, os preços da soja no mercado futuro encerraram a sexta-feira em declínio em Chicago. Além da liquidação de papéis para a realização de lucros, os investidores mostraram-se ainda temerosos com o impasse sobre as taxas de exportação elevadas pelo governo argentino. A colheita acelerou-se na Argentina e chegou a 25% da área até quinta-feira, segundo a Dow Jones Newswires, mas alguns exportadores estão retendo o grão como forma de protesto. Na bolsa de Chicago, os contratos de soja para julho recuaram 23,50 centavos de dólar, para US$ 13,4925 por bushel. Na semana, a soja subiu 4,2%. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos encerrou a sexta-feira a R$ 44,70, alta de 0,02%, de acordo com o índice Cepea/Esalq.
Início de plantio
As especulações de que o clima mais quente nas regiões produtoras do Meio-Oeste americano deverá favorecer o plantio fez os preços do milho recuarem no pregão de sexta-feira em Chicago. "Os agricultores deverão avançar com o plantio na semana que vem", afirmou Robert Lekberg, analista de mercado da Penson GHCO, de Chicago, à agência Bloomberg. "Temos visto uma espiral de alta inacreditável, então é hora de tirar dinheiro do mercado", acrescentou. Os contratos de milho para entrega em julho recuaram 10 centavos de dólar na bolsa de Chicago, encerrando o dia a R$ 5,9750 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 26,21, com alta de 0,84%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. No mês, o milho acumula alta de 0,55%.
Chuva nas lavouras
As chuvas na região das grandes planícies do sul dos Estados Unidos, que tendem a melhorar as condições de plantio do trigo - e, portanto, estimulam a produção - voltaram a deprimir o preço da commodity na sexta-feira, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Com a baixa de 25,75 centavos de dólar, os contratos de trigo com vencimento em julho encerraram a sexta-feira a US$ 9,1050 na bolsa de Chicago. Na semana, o papel acumulou perda de 8,1%. Em Kansas, os papéis para julho recuaram 13 centavos de dólar na sexta-feira, para US$ 9,67 por bushel, acumulando queda de 6,7% na semana. No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos caiu 0,05% na sexta-feira, para R$ 41,77, na média, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).