Brasil rechaça críticas e tenta jogar o foco no etanol de cana
Sob uma saraivada de críticas, alertas, estudos sombrios e projeções catastróficas, a cadeia brasileira do agronegócio tenta se articular para rebater as acusações de que os biocombustíveis produzidos no país (etanol e biodiesel à base de oleaginosas) não são responsáveis pela inflação global dos alimentos.
Missões de produtores agrícolas, empresários e governo ao exterior e ações setoriais de esclarecimento estão entre os instrumentos de defesa escolhidos, e quase todos os dias porta-vozes rurais representativos estão na mídia com argumentos contrários à pressão.
Ontem, Gilman Viana Rodrigues, cacique da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Secretário da Agricultura de Minas Gerais, disse que não há fundamento para sustentar que os biocombustíveis causam escassez e alta dos alimentos. Para ele, este discurso é feito por críticos do governo dos EUA, que criou um programa de etanol de milho, mas não se aplica ao Brasil, cujo foco está na cana. A alta dos alimentos decorre principalmente "do aumento do poder de consumo".