Commodities Agrícolas
Hedge contra a inflação
Os preços futuros do café voltaram a subir ontem nas bolsas internacionais diante da demanda por commodities, uma opção de muitos investidores para se proteger da inflação americana. "Muitos investidores olharam a alta nos preços aos produtor dos EUA [que praticamente dobrou em março], o que denota inflação", disse à agência Bloomberg o negociador de café Jaime Menahem, do Alaron Trading, de Miami. "Eles estão usando commodities para compensar a alta de preços". Na bolsa de Nova York, os contratos para entrega em julho subiram 305 pontos (2,3%) e encerraram o pregão cotados a US$ 1,365 por libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 260,40, com alta de 1,62%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, o grão já acumula alta de 4,29%.
Especulador compra
Os preços futuros do suco de laranja fecharam em alta ontem, puxados por compras especulativas, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o dia a US$ 1,1790 a libra-peso, com aumento de 400 pontos. A colheita de laranja valência da Flórida segue em ritmo acelerado, com um total de 6,203 milhões de caixas, ante 6,151 milhões da semana anterior. As recentes chuvas estão beneficiando as regiões produtoras dos EUA, colaborando para a formação dos frutos da próxima safra. Para estes próximos dias, a expectativa é de tempo seco na região. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 8,01, segundo o Cepea/Esalq.
Fundamentos "altistas"
As compras especulativas, a ainda indefinida área a ser ocupada pela soja na próxima safra americana e o avanço de outras commodities sustentaram nova alta da cotação da oleaginosa ontem. Na bolsa de Chicago, os contratos de soja com vencimento em julho subiram 7,75 centavos de dólar, para US$ 13,97 por bushel. Por parte dos vendedores de papéis, permanece uma certa hesitação, já que mantém-se a incerteza com as condições climáticas nas lavouras. Também ajudou a sustentar os preços a possibilidade de queda dos estoques da "safra velha", pressionados pela demanda ainda forte, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos encerrou em alta de 1,42%, a R$ 45,80, segundo o índice Cepea/Esalq.
Plantio preocupa
Os preços futuros do milho fecharam em alta ontem, após preocupações com o plantio do grão nos Estados Unidos para a próxima safra. A forte entrada de fundos no mercado internacional, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo, também deu suporte às cotações. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho encerraram a US$ 6,1950 o bushel, com aumento de 14,75 centavos. Analistas apostam que a área plantada para o milho nos EUA deverá cair na próxima safra em relação ao ciclo anterior. O mercado também está atento ao início do plantio do grão nos EUA para 2008/09, que está 2% concluído, contra uma média de 7% dos últimos cinco anos. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 26,95, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a alta do grão é de 3,38%.