Commodities Agrícolas
Dólar desvalorizado
O café voltou a encerrar em alta ontem, mais uma vez estimulado pela desvalorização do dólar, que tornou as commodities negociadas em Nova York - as chamadas "soft commodities" - mais atrativas para os investidores. Também colaborou para a alta a queda das exportações brasileiras em abril na comparação com o mesmo período do mês passado, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em Nova York, os contratos de arábica para julho subiram 60 pontos, para US$ 1,3710 por libra-peso. Em Londres, os papéis de robusta para julho avançaram US$ 6, a US$ 2.334 por tonelada. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos encerrou a quarta-feira com queda de 0,74%, a R$ 258,47, segundo o índice Cepea/Esalq. Em abril, em contrapartida, o preço da saca acumula alta de 3,52%.
Perda de qualidade
O preço do cacau fechou ontem em alta pelo segundo dia consecutivo. O cacau da Costa do Marfim, maior país produtor e exportador da commodity, tem perdido qualidade e parte dos embarques recentes não teve valor comercial para poder ser processado. O informe foi feito pela Federação de Comércio do Cacau, grupo baseado em Londres, no dia 28 de março, segundo a Bloomberg. Em Nova York, os contratos de cacau com vencimento em julho subiram US$ 52, para US$ 2.641 por tonelada. Em Londres, os papéis também para julho avançaram 23 libras esterlinas, para 1.462 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada, na média, por R$ 69,33, acima da média de R$ 66,66 do dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Compras especulativas
As cotações do suco de laranja fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York, sustentadas pela continuidade de um movimento de compras especulativas iniciado na terça-feira. Os contratos com vencimento em maio encerraram o pregão negociados a US$ 1,1645 por libra-peso, um ganho de 95 pontos, ao passo que os papéis para entrega em julho subiram 30 pontos, para US$ 1,1820. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires notaram, contudo, que a demanda global segue fraca e que o viés para os preços, no momento, é de baixa. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 8,15 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq, acima dos R$ 8,01 registrados na terça-feira.
Apetite saciado
O apetite comprador que elevou as cotações do algodão na terça-feira perdeu força e ontem a commodity fechou em baixa na bolsa de Nova York. Os futuros para maio caíram 169 pontos, para 73,54 centavos de dólar por libra-peso, enquanto os papéis com vencimento em julho fecharam a 77,11 centavos de dolar, em queda de 172 pontos. Para alguns analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, a queda está associada a um movimento de realização de lucros, tendo em vista a valorização de terça. As perdas de ontem, entretanto, superaram os ganhos da véspera. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso recuou 0,68%, para R$ 1,3604. Neste mês de abril, o índice apresenta baixa acumulada de 4,34%.