EBDA investe em melhorias do rebanho ovino por inseminação

17/04/2008

EBDA investe em melhorias do rebanho ovino por inseminação

 

 

Transferir material genético de qualidade de ovinos da raça dopper a produtores familiares do semi-árido baiano, visando à melhoria do plantel estadual, é o objetivo da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA).

Na última sexta-feira, 30 embriões dopper, importados da África do Sul, foram inseminados em fêmeas da raça Santa Inês, do plantel da empresa.

Os embriões foram adquiridos pela EBDA junto a criadores previamente aprovados, em função do alto mérito genético dos animais doadores e pelo rigoroso processo de controle sanitário ao qual foram submetidos.

O plantel da Estação Experimental de Jaguaquara, área de atuação da Gerência Regional da empresa, de Jequié, selecionou as fêmeas receptoras, que funcionam, no processo, como ‘barriga-de-aluguel’, por se destacarem nos aspectos da cobertura muscular do animal, tempo de ga-nho de peso, pois quanto menor o tempo, melhor, e pela capacidade reprodutiva.

Segundo o presidente da EBDA, Emerson Leal, este trabalho, em biotecnologia, visa à implantação de um Núcleo de Produção de Reprodutores, que atenderá aos produtores familiares, visando à melhoria do plantel baiano de ovinos, o segundo maior do Brasil.

"A ovinocultura é uma das atividades mais adotadas pelo agricultor familiar, na Bahia. Dessa forma, não poderíamos deixar de antevê-la como uma opção das mais rentáveis para esse agricultor e criarmos as condições para oferecer animais com qualidade genética superior", explicou o presidente.

Os embriões, transportados em cilindros, no processo de crioconservação (nitrogênio líquido), à temperatura de 196º negativos, foram inseridos nas fêmeas, por meio de laparoscopia, técnica considerada rápida e segura na transferência de embriões.


Êxito na adaptação


A raça dopper é especializada na produção de carne e é totalmente adaptada às condições do semi-árido nordestino.

Apesar de não ser explorada de forma intensiva, a estação de Jaguaquara vem desenvolvendo pesquisas com esses animais, desde 2003.

Os resultados, segundo o veterinário e chefe da unidade, Milton Ribeiro Júnior, são considerados positivos, com êxito em cruzamentos com outras raças nativas, do Nordeste brasileiro.

"Disponibilizar animais desta raça para cruzamento é uma das melhores opções para a agricultura familiar, principalmente no que se refere ao melhoramento de carcaça", comentou.

A idéia é disponibilizar os reprodutores para agricultores familiares, por intermédio de comodato (empréstimo por tempo determinado) e também por aquisição direta, utilizando leilões e carta convite.