Commodities Agrícolas
À espera dos furacões
As cotações do suco de laranja subiram ao maior patamar em duas semanas ontem na bolsa de Nova York, impulsionadas pelo risco de que a temporada americana de furacões e tempestades tropicais prejudique a oferta da fruta - e, consequentemente, da bebida - na Flórida. Os contratos com vencimento em julho registraram alta de 455 pontos (4%) e fecharam a US$ 1,1955 por libra-peso. Foi por conta de furacões em 2004 e 2005, lembra a agência Bloomberg, que a produção do Estado americano caiu ao menor nível em 17 anos, valorizando a commodity e abrindo mais espaço para as exportações brasileiras. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 8,50 na média paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Liquidação em NY
Os preços do algodão fecharam em baixa ontem na bolsa de Nova York, pressionados por movimentos técnicos às vésperas de mudanças de posição dos contratos negociados naquele mercado. Os futuros para entrega em julho, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega e apresentaram maior liquidez, recuaram 67 pontos e encerraram a sessão negociados a 74,08 por libra-peso. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires lembraram que o fortalecimento do dólar também tirou sustentação desta e de outras commodities. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso do algodão em pluma registrou variação negativa de 0,71%, para R$ 1,3295. Neste mês de abril, a queda acumulada chega a 6,51%.
Clima favorável
O clima mais seco em regiões produtoras dos Estados Unidos, o que pode permitir a aceleração do plantio no país, derrubou as cotações de soja e milho ontem na bolsa de Chicago. O fortalecimento do dólar em relação a uma cesta de outras seis moedas importantes também colaborou para as perdas. No mercado de soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, os contratos com vencimento em julho perderam 4 centavos de dólar (0,3%) e fecharam a US$ 13,8550 por bushel. Nas últimas cinco sessões, entretanto, ainda há ganho acumulado de 1,8%. No Brasil, onde a colheita já chegou na etapa final e a comercialização segue forte, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná subiu 0,87%, para R$ 45,45. O indicador do milho recuou 0,23%, para R$ 27,28.
Trégua da chuva
Os preços do milho no mercado futuro encerraram em baixa ontem sob a influência da interrupção das chuvas em regiões produtoras dos Estados Unidos. Com a redução da umidade, parte dos produtores americanos pode antecipar o plantio do grão, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Ainda assim, estão previstas mais chuvas para grande parte do Meio Oeste dos EUA, incluindo Iowa, o principal produtor de milho do país. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho com vencimento em julho encerraram em baixa de 6,25 centavos de dólar, a US$ 6,0150 por bushel. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos fechou ontem em baixa de 0,23%, a R$ 27,28, de acordo com o índice Esalq/BM&F. Em abril, a saca acumula alta de 4,66%.