Commodities Agrícolas
Menos demanda
Os contratos futuros do açúcar registraram ontem o menor preço em duas semanas, na medida em que a valorização do dólar e a queda nos preços do petróleo amenizaram a procura por etanol. O dólar ganhou ontem 1% em relação a uma cesta de seis moedas fortes. "Quando o petróleo sobre, o açúcar sobe, então quanto os preços do petróleo recuam, também vimos recuo no açúcar", disse Julio Sera, trader da Hencorp Futures, de Miami, em entrevista à agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os papéis para entrega em julho recuaram 46 pontos - 3,6% - e encerraram o dia cotados a 12,29 centavos de dólar por libra-peso. Foi o menor preço desde o dia 7 de abril. No mercado interno, a saca de 50 quilos ficou em R$ 27,89, com queda de 0,32%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Influência do dólar
O preço do café no mercado futuro voltou a recuar ontem, na quinta queda registrada nas últimas quatro sessões. Como em outras commodities negociadas em Nova York, a cotação caiu sob a influência da desvalorização do dólar. "Quando o dólar está em alta, isso significa custos mais altos para compradores que têm outras moedas", disse à Bloomberg Raymond Keane, trader de café da Balzac Bros. & Co. em Charleston, Carolina do Sul. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em julho caíram 475 pontos, para US$ 1,3160 por libra-peso. Em Londres, os papéis de robusta também para julho recuaram US$ 61, a US$ 2.294 por tonelada. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos encerrou em queda de 1,09%, a R$ 252,36, de acordo com o Cepea/Esalq.
Consumo arrefecido
Os contratos futuros do suco de laranja registraram queda ontem no mercado internacional. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu a preocupações de que a alta nos estoques americanos sinalizam uma demanda mais fraca no país. Os estoques subiram 12% em março, para 1,05 milhões de galões, segundo informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O consumo no país caiu devido aos altos preços do varejo, que desencorajaram a demanda por suco. Os contratos com vencimento em julho recuaram 375 pontos na bolsa de Nova York e encerraram a US$ 1,158 por libra-peso. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja ficou em R$ 8,44, segundo o Cepea/Esalq. A variação dos últimos cinco dias é de 0,72%.
Exportação mais lenta
A valorização do dólar, que tende a diminuir o apelo pelas commodities negociadas em Nova York, voltou a puxar a queda do preço do algodão, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O lento andamento das exportações americanas da pluma aumentou o consenso de que os Estados Unidos podem exportar menos que o inicialmente previsto para o ano fiscal que se encerra em 31 de julho, o que também contribuiu para o declínio. Em Nova York, os contratos de algodão com vencimento em julho encerraram em baixa de 195 pontos, a 72,13 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o algodão foi negociado por R$ 1,3201 por libra-peso, de acordo com o índice Cepea/Esalq. Em abril, a baixa acumulada é de 7,17%.