Genéricos ajudam a conter valorização dos defensivos

19/05/2008

Genéricos ajudam a conter valorização dos defensivos

 


O cenário para os produtos agrícolas aponta para ofertas crescentes no mundo e no Brasil, e de preços também elevados - ainda que não mais em seus patamares recordes -, sustentados pelo crescimento mais acelerado da demanda global por alimentos e também pelo uso, no caso dos Estados Unidos, de milho para a produção de etanol. 

Seria o quadro ideal para os agricultores, se esse movimento não fosse acompanhado pela escalada do petróleo, que tem encarecido os insumos e que, associada com o próprio aumento da demanda por produtos como sementes e fertilizantes, vem pressionando margens no campo. 

Em linhas gerais, é a leitura que se faz. Nos defensivos, contudo, a ressalva a se fazer é expressiva. De acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) compilados pela Associação Nacional de Defesa Vegetal, o custo dos defensivos está, na verdade, em queda no Brasil ao menos desde 2006. Não por coincidência, naquele ano, o uso de produtos genéricos superou o das chamadas "especialidades" (defensivos mais caros, que não tiveram a patente quebrada) pela primeira vez no país.