Produtores do Vale do Iuiú iniciam colheita da nova safra de algodão

21/05/2008

Produtores do Vale do Iuiú iniciam colheita da nova safra de algodão

 

Caminhões carregados de sacos de algodão transitam, nessa época do ano, pelas rodovias da região sudoeste do estado, num movimento intenso.

São cargas de algodão, destinadas às usinas de beneficiamento, que enchem as tulhas de plumas brancas, antes de serem separadas dos caroços, tratadas e enfardadas para seguirem para as indústrias de transformação.

Esta é a visão que se tem ao acompanhar a colheita de algodão nos campos dos municípios de Malhada, Iuiú, Palmas de Monte Alto, Guanambi, Pindaí, Urandi, Brumado e Livramento de Nossa Senhora, no Vale do Iuiú, no território Sertão Produtivo.

A colheita envolve, principalmente, 700 agricultores familiares beneficiados pelo Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cotonicultura no Vale do Iuiú.

Diferencial – Desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), o programa de apoio à cotonicultura é executado pela gerência regional da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Caetité.

O programa visa a recuperação sustentável da lavoura algodoeira, com o atendimento aos agricultores familiares.

Para essa safra, o programa trouxe um diferencial, que consiste no beneficiamento e comercialização da produção, com a orientação da EBDA, buscando, dessa forma, maiores lucros para os produtores que optaram pelo beneficiamento orientado.

Agregar valor – Como segunda maior produtora de algodão da Bahia e com um forte contingente de agricultores familiares, a região sudoeste plantou uma área aproximada de 10 mil hectares, com produtividade média de algodão em caroço estimada em 120 arrobas por hectare, e produção total de mais de 1,2 milhão de arrobas.

Deste total, 270 mil arrobas são produzidas de agricultores familiares do Programa de Desenvolvimento da Cotonicultura, que plantaram uma área de 2.100 hectares.

"Pretendemos, num futuro próximo, tornar a contribuição da EBDA mais enfática, estendendo este trabalho à fabricação de óleo e da torta do caroço do algodão, agregando ainda mais valor ao produto", destacou o presidente da empresa, Emerson Leal.

Segunda maior produtora de algodão da Bahia, a região sudoeste plantou uma área aproximada de 10 mil hectares.