EBDA contribui para geração de renda em comunidade quilombola
Um trabalho realizado pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) vem contribuindo para mudar a realidade de 149 famílias residentes do quilombo Campo Grande, no município de Santa Terezinha, que vivem do cultivo de feijão e milho.
Há um ano, quando a comunidade foi reconhecida como quilombola, a empresa, vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação, Reforma Agrária (Seagri), oferece diversos cursos, desde a capacitação no manejo da terra até trabalhos artesanais como curso de pintura.
De acordo com a técnica Lucinete Amaral Rodrigues de Oliveira, os cursos tem ajudado na auto-estima da população e no aumento da renda.
Outras alternativas - "Apesar das dificuldades estamos conseguindo alcançar o objetivo, que é levar outras alternativas, fora da agricultura, para essa comunidade quilombola, além de resgatar a cultura negra", enfatiza.
O curso de pintura é realizado duas vezes por semana para cerca de 20 pessoas, que aprendem a pintar em toalhas e pano de prato. Já o de artesanato está na fase de fechamento das turmas.
"Com o curso conseguimos mais uma fonte de renda. Estamos pensando em investir mais um pouco do dinheiro da associação na compra de materiais e, assim, aumentar a produção, a venda e os lucros", afirmou a professora primária Maria Aparecida de Almeida, 29 anos.