Commodities Agrícolas
Efeito dominó
O aparente bom andamento da safra brasileira e a liquidação geral de commodities no mercado internacional - influenciada pela valorização do dólar em relação a outras moedas - determinaram a queda dos preços do café na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os futuros do arábica para julho encerraram o pregão negociados a US$ 1,3250 por libra-peso, em baixa de 310 pontos - mesma variação negativa dos contratos com vencimento em setembro, que fecharam a US$ 1,4385 por libra-peso. Em Londres, as cotações do robusta também recuaram. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica caiu 1%, para R$ 251,63. Neste mês de maio, assim, a queda acumulada do indicador alcança 1,42%.
Tombo em Chicago
As cotações da soja derreteram na quinta-feira na bolsa de Chicago, pressionadas por realizações de lucro comuns nos finais dos meses e vendas especulativas - que também afetaram outras commodities, inclusive não-agrícolas, e foram bastante estimuladas pela valorização do dólar em relação a outras moedas. Segundo a agência Dow Jones Newswires, os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão a US$ 13,2275 por bushel, em queda de 50 centavos de dólar, ao passo que os futuros para entrega em novembro caíram 35,75 centavos de dólar, para US$ 13,2150. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do grão negociado em Rondonópolis (MT) recuou R$ 2, para R$ 39,50, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
Fuga de especuladores
O preço do milho encerrou a quinta-feira em queda, a terceira consecutiva, em movimento que foi creditado a uma nova alta do dólar e à queda do preço do petróleo. Esses fatores, avaliaram analistas ouvidos pela Bloomberg, reduzem o apelo das commodities agrícolas como instrumento de proteção ("hedge") contra a inflação. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho com vencimento em setembro recuaram 10,25 cents, a US$ 5,9525 por bushel. "Os especuladores têm saído das commodities para aplicar em ações, que parecem mais atrativas", disse Mike Zuzolo, presidente da Risk Management Commodities em Lafayette, Indiana. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos de milho caiu 1,94% na quinta-feira, para R$ 25,76, segundo o índice Esalq/BM&F.
Queda acelerada
Com o início da colheita em parte das lavouras americanas de trigo, o movimento de queda do preço da commodity ganhou força na quinta-feira. A baixa é acentuada ainda pela expectativa corrente de que a próxima safra de inverno será a de maior produção desde 1998, segundo disseram analistas à Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos de trigo com vencimento em setembro caíram 15,25 centavos de dólar, para US$ 7,5925 por bushel. Em Kansas, os papéis para setembro recuaram 9,75 centavos de dólar, para US$ 8,06 por bushel. No mercado paranaense, a quinta-feira, sem variação em relação ao dia anterior, registrou preço médio de R$ 41,85 para a saca de 60 quilos, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).