Commodities Agrícolas
Especulação sustenta
A atuação mais agressiva de especuladores fez os preços futuros do café atingirem o maior patamar em mais de uma semana ontem, na medida em que os produtores seguram o produto para elevar o preço. Segundo o Conselho de Exportadores de Café, o Brasil - maior produtor mundial - embarcou 1,52 milhão de sacas no mês passado, comparado com 1, 96 milhão de sacas exportadas em abril. "Os produtores querem vender a US$ 1,40 e a indústria quer comprar a US$ 1,30, e nesse meio os especuladores entram e saem do pregão", disse Rodrigo Costa, vice-presidente da Newedge USA LLC. Em Nova York, os papéis para julho subiram 345 pontos, para US$ 1,3735 por libra-peso. No mercado interno, a saca ficou em R$ 256,34, com alta de 1,92%, segundo o Cepea/Esalq.
Demanda maior
Os contratos futuros do açúcar registraram ontem no mercado americano a maior alta em quase um mês com as sinalizações de que o consumo aumentou, impulsionado por uma queda nos preços no mês passado. Seguindo analistas ouvidos pela Bloomberg, o frete caro fez com que os preços da commodity caíssem 15% em maio. "Ao mesmo tempo, o consumo de sorvetes tende a crescer no verão no hemisfério norte", lembra Donna Heidkamp, trading da RJO Futures, de Chicago. Os papéis com vencimento em julho subiram 29 pontos na bolsa de Nova York, e encerraram o dia cotados a 10,31 centavos de dólar por libra-peso. Foi a maior alta desde o último dia 6. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos subiu 0,15% e encerrou a R$ 26,18, segundo o Cepea/Esalq.
Retração em NY
As cotações do algodão encerraram a segunda-feira em queda na bolsa de Nova York, pressionadas tanto por movimentos técnicos como por fundamentos considerados "baixistas" - sobretudo uma oferta global confortável, apesar das indicações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de queda nos estoques finais mundiais na safra 2008/08. Os contratos com vencimento em outubro fecharam a 65,44 centavos de dólar por libra-peso, 30 pontos menos que na sexta-feira, ao passo que dezembro caiu 21 pontos, para 74,16 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso do algodão em pluma recuou 0,07%, para R$ 1,2779. O indicador encerrou o mês passado com variação negativa acumulada de 2,43%.
Ainda o clima
O atraso do plantio de milho somou-se a condições adversas de umidade para o desenvolvimento das plantas nos Estados Unidos. Resultado: cerca de 52% da lavoura de milho da próxima safra americana havia brotado até o dia 25 de maio, segundo levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), desempenho bastante inferior à média de 76% registrada nos últimos cinco anos para essa mesma época do ano. Foi o principal fator a puxar a alta do preço do grão ontem, segundo analistas disseram à Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os papéis para setembro avançaram 16,50 centavos de dólar, a US$ 6,29 por bushel. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos encerrou em baixa de 0,63%, a R$ 25,62, de acordo com o índice Esalq/BM&F.