Brascarbon estréia no mercado de carbono
A Brascarbon, empresa com foco no mercado de carbono para a suinocultura, fechou seu primeiro contrato de venda futura de créditos com o Luso Carbon Fund, fundo português de investimento.
Criada em 2006, a empresa tem nove projetos em granjas de Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, que deverão emitir 50 mil toneladas de CO2 por ano até 2012, prorrogáveis por dois períodos de sete anos.
Segundo Ivai João Campos de Almeida, sócio da Brascarbon, o projeto está em fase final de validação. Encerrada a etapa, será encaminhado à autoridade brasileira designada e então ao Conselho Executivo da ONU, que dá o aval final ao projeto.
"Investimos R$ 900 mil de caixa próprio", diz Almeida, que obteve antecipação não revelada do banco Real para a viabilização do projeto. De acordo com ele, a Brascarbon tem outros seis projetos, somando cem suinocultores no país, que aguardam o início da validação.
Pelo Protocolo de Kyoto, países ricos devem reduzir suas emissões de gases-estufa até 2012. Para isso, lançam mão do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, pelo qual compram créditos de projetos limpos em países em desenvolvimento. Cada tonelada de gás deixada de ser jogada no ar equivale a um crédito.
No caso de suínos, o metano produzido a partir dos dejetos dos animais é queimado e transformado em CO2. Por ser menos nocivo ao clima que o metano, o projeto está apto a vender os créditos de carbono no mercado internacional. Nos últimos meses, os contratos têm variado entre ? 8 e ? 10 euros por tonelada.