Canavieiras terá fábricas de pólen
A cadeia produtiva do mel deverá ganhar mais um incentivo com a chegada, em Canavieiras (a 582 km de Salvador), da primeira indústria de pólen do Nordeste e segunda do Brasil. De acordo com a Secretaria da Agricultura (Seagri), o projeto terá investimento de R$ 72,38 mil .
A implantação da fábrica é resultado da parceria entre a Seagri, por intermédio da Superintendência da Agricultura Familiar da Seagri (Suaf), e a Associação Canavieirense de Apicultores (Acapi).
“A meta do governo da Bahia é inserir dez mil apicultores no Estado e, para isso, estamos promovendo o cadastramento para estudo da cadeia produtiva do mel, apoiando projetos e iniciativas de incremento da produção”, declarou, em entrevista, o superintendente da Agricultura Familiar, Ailton Florêncio.
PIONEIRO – No ranking nacional, a Bahia está em segundo lugar na produção de pólen, posicionando-se logo depois de Santa Catarina. O município de Canavieiras, além de ser o maior produtor e o pioneiro na produção, destaca-se em relação à freqüência no período de fabricação, que vai do mês de janeiro a dezembro, tendo como florada principal as palmáceas, inclusive a palmeira de dendê, o camaçari e o cajá.
O município onde será instalada a fábrica também alcançou recorde mensal de produção média de pólen por colméia, com a marca de 48 quilos. Uma variação significativa, quando comparada ao último número que pertencia ao Rio Grande do Sul, 900 gramas.
INDÚSTRIA –Para garantir a inserção dos apicultores da região no mercado brasileiro e internacional, além de planejar o desenvolvimento da cadeia apícola, a Seagri ainda desenvolve um trabalho pioneiro de cadastramento e inspeção dessas unidades de beneficiamento, garantido pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
Para a especialista em apicultura da Seagri, Marivanda Eloy, que representou a Seagri em um congresso de apicultura na cidade de Belo Horizonte (MG), a indústria de pólen vai agregar valor ao produto e ampliar a renda dos pequenos produtores, que trabalham, quase sempre, na clandestinidade.
“Ao diminuir a informalidade, garantimos aos apicultores produto de maior qualidade e aceitação, com incremento na renda”.
Marivanda acrescentou que o preço do pólen praticado varia nas diversas formas de comercialização.
No atacado, o quilo do produto processado altera de R$ 25 a R$ 40 e, no varejo, é cotado entre R$ 30 e R$ 150. “Em Canavieiras, o pólen é comercializado no atacado por indisponibilidade de oferta no varejo, perdendo fatia do mercado”, frisa.