Mais arranque e tecnologia nas lavouras baianas
A primeira edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, apresentou aos participantes tecnologia de ponta em maquinários e assessórios agropecuários, bem como os resultados de pesquisas para a seleção das variedades agrícolas com melhor desempenho de produtividade e competitividade no cerrado e no vale do oeste baiano.
Palestras, debates e leilões pecuários foram eventos simultâneos à feira, que congregou 150 expositores, entre privados e institucionais, oferecendo o que há de mais moderno no setor. De tratores básicos a plantadeiras e colheitadeiras, cujos preços variam de R$ 60 mil a R$ 850 mil, foram negociados com apoio de quatro instituições bancárias, observando as características de cada produtor. Os valores são aproximados, variando conforme as condições de pagamento.
Entre as “estrelas da festa”, a colheitadeira de algodão Module Express Cotton Pickers 625, da Case IH, chamou a atenção. Lançada em setembro de 2007 nos Estados Unidos, chegou no Brasil em abril deste ano através da Agrishow de Ribeirão Preto. Um cotonicultor do município de São Desidério (maior produtorde algodão do País) foi o primeiro a adquirir um modelo em território brasileiro.
De acordo com o gerente comercial da revendedora em Luís Eduardo Magalhães, Félix Lima, as vantagens da máquina estão "na praticidade que proporciona, pois acelera o processo de colheita ao prensar as fibras em fardos de cinco toneladas, deixando prontas para ser transportadas para as beneficiadoras (onde o caroço é retirado e a fibra embalada)", explica.
"A economia é de 26%, pois das cinco etapas tradicionais, com esta máquina o algodão passa por apenas duas", disse Felix Lima, que enumera outras características, como ar-condicionado, aparelho de GPS, piloto automático e câmara com circuito que permite ao piloto visualizar tudo que ocorre na parte traseira da máquina.
TRABALHO CONJUNTO – A feira, que substituiu a Agrishow LEM (depois que os promotores daquela marca decidiram realizála somente em Ribeirão Preto a partir deste ano), foi uma somatória de forças entre a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação de Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, e muitas parcerias.
Para o prefeito-anfitrião, Oziel Oliveira, o evento foi além dos interesses do agronegócio. "A feira movimentou também a economia local e a dos municípios vizinhos, com hospedagem e alimentação de mais de mil pessoas que trabalharam antes, durante e depois da exposição, bem como empresas de comunicação e marketing e prestadores de serviço da região e de outros Estados, comentou".
TECNOLOGIA – O presidente da Aiba e da feira, Humberto Santa Cruz, salientou a difusão de tecnologia para produtores de grandes a pequenas áreas, inclusive com a presença de caravanas dos municípios da região dos vales.
Ele enfatizou a pretensão de transformar a área da feira em centro de estudos e pesquisas não só das commodities (soja, algodão e milho), mas também de cana-de-açúcar e muitas outras oleaginosas destinadas à produção de biocombustível.
"Considero a troca de informações entre produtores e a solidificação de parcerias como de maior importância em uma feira deste porte, que congregou expositores de diversos segmentos em sua primeira edição e atraiu visitantes nacionais e estrangeiros", destacou o presidente de honra da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes Araújo.
Todo o complexo Bahia Farm Show soma 200 hectares, divididos entre a área para exposições de produtos industrializados e campo para dinâmicas. E está em construção um prédio que deve abrigar colégio agrícola em convênio com o Cefet. O investimento estimado para a realização do evento foi de R$ 5 milhões.