Commodities Agrícolas

13/06/2008

Commodities Agrícolas

 


É o frio

Os preços futuros do café fecharam em alta na quinta-feira, impulsionados por preocupações do mercado sobre os possíveis impactos negativos do clima frio no Brasil sobre os cafezais. Por enquanto, não há previsão de geadas sobre as lavouras. Em Nova York, os contratos para setembro fecharam a US 1,37 a libra-peso, com alta de 100 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro encerraram a US$ 2.209 a tonelada, com elevação de US$ 26. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o clima frio no Brasil deve sustentar os preços da commodity. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 255,01, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita de café arábica no país ainda está no início. A safra está estimada em cerca de 45 milhões de sacas. 


Resistência baixa

Os produtores de cacau da África ocidental, onde estão os principais países na exportação da commodity, têm diminuído o uso de pesticidas em virtude do aumento de custos. Isso tem aumentado o receio de que as plantações sofram mais com doenças, disseram analistas à Bloomberg. Em Nova York, os contratos para setembro subiram US$ 57 na quinta-feira, para US$ 2.984 por tonelada. A cotação aproxima-se de seu maior patamar em 28 anos - o recorde de US$ 3.042 por tonelada foi atingido em março de 1980. Em Londres, os papéis para setembro subiram 32 libras esterlinas, para 1.589 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, o preço da arroba encerrou a quinta-feira a R$ 76, na média, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC). 


Poucos negócios

As cotações do suco de laranja encerraram a quinta-feira em baixa na bolsa de Nova York, pressionadas por movimentos técnicos em uma sessão marcada pelo pequeno volume de negócios, conforme a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 1,1445 por libra-peso, em queda de 45 pontos, ao passo que os papéis para entrega em setembro caíram 105 pontos, para US$ 1,1735. Não houve novidades relacionadas aos fundamentos do mercado capazes de direcionar as cotações. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 8,90 na média paulista, conforme levantamento realizado pelo Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias até quinta, há variação positiva de 1,43%. 


Sem rumo

Os preços futuros do algodão fecharam mistos na quinta-feira - os contratos de curto prazo registraram elevação e os de longo prazo em queda. Na bolsa de Nova York, os contratos para outubro encerraram o dia a 73,52 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 77 pontos. Os contratos de dezembro fecharam a 76,95 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1 ponto. Nas últimas sessões, a queda do dólar em relação a outras moedas tirou a sustentação dos preços do algodão. A demanda global pela pluma está fraca, segundo analistas de mercado. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,2512 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq. Cerca de 10% da safra de algodão do Mato Grosso já foi colhida, segundo a Associação Mato-grossense de Algodão (Ampa).