Suzano investe em ações socioambientais na Bahia

13/06/2008

Suzano investe em ações socioambientais na Bahia 


 

Cerca de R$6 milhões são investidos por ano pela Suzano Papel e Celulose no extremo sul da Bahia em projetos socioambientais, segundo estimativa de Luiz Cornacchioni, gerente de relações institucionais da companhia. Entre eles, estão programas de cunho educacional, de geração de renda e de apoio a instituições comunitárias. O de Fortalecimento e Verticalização da Economia do Maracujá, por exemplo, absorve perto de R$1 milhão por ano, beneficiando 137 famílias de pequenos agricultores da região de Alcobaça.


A empresa doou, somente no ano passado, 65 mil estacas de madeira de eucalipto para os pequenos agricultores, o que ajudou a elevar a área plantada de maracujá de pouco mais de 400 hectares para 800 hectares. Como o maracujá é uma planta trepadeira, necessita de suporte para melhor distribuição dos ramos. “O fortalecimento da fruticultura é de extrema importância para a região, uma vez que mais de 60% da população do município está na zona rural”, observa Cornacchioni, explicando que o projeto, uma parceria com a prefeitura de Alcobaça e a Aracruz Celulose, tem o objetivo de expandir as áreas plantadas, adotando modernas práticas de manejo para melhorar a produtividade e a qualidade.


Com base nos resultados obtidos com o maracujá, será implantado projeto semelhante com o abacaxi, já em fase experimental. Outro projeto socioambiental que, segundo o gerente da Suzano, tem feito a diferença na região é o de legalização da produção de carvão vegetal, utilizando como matéria-prima resíduos de eucalipto doados pela Suzano. “Esse projeto é fundamental porque gera renda e tira a pressão sobre o uso de madeira nativa”, argumenta Luiz Cornacchioni. Duas cooperativas são beneficiadas pelo projeto, somando 139 associados, com produção mensal de quatro mil metros cúbicos de carvão.


Paralelo a isso, outro projeto favorece as mulheres dos associados das cooperativas de carvoaria, que constituíram uma cooperativa de costura. Ela, produzem uniformes adquiridos pela própria Suzano e outras fábricas da região, melhorando a renda familiar.



Projeto promete capacitar fornecedores


Após dar início às operações da sua segunda linha de produção de celulose na unidade de Mucuri, orçada em US$1,3 bilhão, a Suzano decidiu investir na capacitação e qualificação de seus fornecedores locais. Em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), a companhia vai oferecer consultoria na área de gestão estratégica e financeira, segurança no trabalho, saúde ocupacional, meio ambiente e responsabilidade social. Cada empresa contará com 180 horas de consultoria. A primeira etapa do programa reunirá 20 estabelecimentos e será iniciada na segunda quinzena de julho, com duração de aproximadamente dois anos.


O diretor institucional da Suzano, Élio Régis, salientou que todas as empresas beneficiadas com a iniciativa são de pequeno porte, e de regiões circunvizinhas a Mucuri, no extremo sul baiano. “Nossa intenção maior é a aproximação da empresa com os fornecedores regionais. Queremos também estimular o desenvolvimento econômico do extremo sul”, declarou o executivo, durante assinatura da parceria, no escritório da Suzano em Salvador. “Por dia, a Suzano recebe nada menos que 600 caminhões de madeira, cem caminhões de insumos e libera 180 caminhões de produtos acabados. Precisamos de fornecedores eficientes e competitivos para dar conta de tanta demanda”, acrescentou. Entre os pequenos fornecedores da Suzano, estão empresas de autopeças, construção civil, gráficas, de usinagem, caldeiraria e da área elétrica e mecânica.


O superintendente do IEL, Armando Costa Neto, explicou que esta ação de consultoria já é realizada por diversas organizações na Bahia, através do Programa de Qualificação de Fornecedores do IEL. Pelo projeto, a empresa âncora subsidia a maior parte dos custos com a capacitação e qualificação, enquanto a contrapartida é feita pelos fornecedores. “Essa iniciativa da Suzano é muito importante, porque assim as pequenas empresas vão ficar mais organizadas e competitivas, para atender não só a Suzano, mas também a outras demandas que surgirem”, destacou.


Com a implantação da segunda linha em Mucuri, a Suzano triplicou sua produção, totalizando 1,65 milhão de toneladas de celulose por ano. Desse total, cerca de 280 mil toneladas são utilizadas para fabricar papel e o restante é 100% exportado para os Estados Unidos, Europa e Ásia (especialmente China). Segundo informações da Suzano, a nova planta é a maior linha única de produção de celulose do mundo, e com ela a companhia assume posição de destaque no cenário internacional, ao se tornar um dos maiores e mais competitivos produtores do setor no planeta. (AP)