Bahia gerou 13,6 mil novos empregos em maio
A Bahia apresentou expansão de 1,1% no número de carteiras assinadas no mês de maio, o que representa um aumento de 13.619 novos postos de trabalho no estado.
Nos cinco primeiros meses do ano foram criados 39.728 empregos com carteira assinada no estado, o que corresponde a um incremento de 3,27%.
Em comparação aos meses de janeiro a maio de 2007, o desempenho do mesmo período de 2008 foi superior em 6.765 postos de trabalho.
Um desempenho expressivo no contexto nacional, pois, neste mês, a taxa de pessoas admitidas na Bahia superou significativamente o desempenho do Brasil, que foi de 0,68%, de acordo as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego, analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Em relação ao Nordeste, a Bahia obteve um desempenho ainda mais expressivo.
A região nordestina teve um crescimento do número de empregos com carteira assinada de 0,46%, isto é, 19.117 postos, sendo que a Bahia representa 71,2% desse total.
Desempenho – Nos cinco primeiros meses de 2008 foram criados 39.728 empregos com carteira assinada no estado, o que corresponde a um incremento de 3,27%, um valor relativamente próximo ao da média nacional, de 3,63%, e significativamente superior em relação ao conjunto da região Nordeste, que acumula, em 2008, contração de -0,31% no nível de emprego em decorrência da eliminação de 12.965 postos de trabalho.
"O desempenho regional da Bahia é surpreendente, na medida em que, além da liderança na criação de empregos, o estado criou cerca de 36 mil postos a mais do que o segundo estado de melhor desempenho, que foi o Ceará (com 3.909 empregos acumulados no ano)", afirmou o Diretor de Pesquisas da SEI, José Ribeiro.
Destaque – A criação de emprego formal também foi bastante positiva em termos espaciais. A maioria das vagas foi criada no interior do estado.
Ao todo, surgiram 8.244 novos empregos no interior (60,5%), enquanto que na Região Metropolitana de Salvador, 5.375 vagas (39,5%).
Dentre os municípios com mais de 30 mil habitantes que se destacaram em maio de 2008 estão Salvador (2.337 novos empregos), Camaçari (2.277), Juazeiro (2.099) e Itapetinga (690).
Os destaques no acumulado de 2008 ficam por conta de Salvador (10.263), Camaçari (5.059), Itapetinga (2.676) e Feira de Santana (2.283).
Vagas no interior – Segundo o diretor-geral da SEI, José Geraldo Reis, além de refletir a descentralização no processo de geração de novas oportunidades de emprego, a criação de vagas no interior apresenta impactos ainda mais significativos e multiplicadores nas economias locais.
Nos cinco primeiros meses do ano, o interior também absorveu mais mão-de-obra do que a Região Metropolitana. De acordo com a pesquisa, o interior correspondeu à criação de 22.815 novos postos de trabalho, isto é, 54,4%, enquanto que na Região Metropolitana de Salvador foram geradas 16.913 vagas (42,6%).
A construção civil continua liderando a expansão do emprego, com a criação de 12.204 postos de trabalho, o equivalente a 30,7% das carteiras assinadas entre janeiro e maio.
Agropecuária lidera geração de vagas com carteira assinada
Incentivo do Estado à agricultura familiar foi um dos principais motivos para o destaque do setor.
Mais uma vez, a agropecuária baiana lidera o número de empregos com carteira assinada gerados na Bahia.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o estado teve um crescimento de 1,1% no mês de maio, com 13,6 mil novos postos de trabalhos, sendo 27,8% gerados pelo setor agropecuário.
"Esses dados comprovam a eficácia do novo modelo de gestão adotado pelo Governo do Estado, que visa fortalecer a agropecuária baiana, não só no âmbito empresarial – com atração de grandes pólos – como também com investimentos e programas voltados para a agricultura familiar", explicou o secretário da Agricultura, Geraldo Simões.
No ano passado, o governo investiu, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), R$ 55 milhões na agricultura familiar, R$ 9 milhões a mais do que em 2006.
A previsão é de que, este ano, os recursos aplicados ultrapassem a casa dos R$ 149 mil.
De acordo com o secretário, o governo tem tratado a questão do pequeno produtor com prioridade e comprometimento.
"Os recursos estão sendo alocados de forma variada para que venham a atender a demanda de cada região. Contudo, a prioridade é recuperar a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola para levar assistência técnica ao pequeno produtor, garantindo mais produtividade."
Sanidade animal – A atenção dispensada para a questão da sanidade animal também é apontada pelo secretário como um importante fator para o bom desempenho do setor no levantamento feito pelo MTE.
A cobertura vacinal contra a aftosa, que alcançou a marca de 96,7% do rebanho baiano, além das barreiras sanitárias, que fiscalizam a entrada e saída de produtos agropecuários da fronteira, tem garantido a segurança necessária para o desenvolvimento das atividades no campo.
Destaque no índice nacional
A Bahia se destacou no contexto nacional, superando significativamente o desempenho do Brasil, que foi de 0,68%. Em relação ao Nordeste, o estado obteve um desempenho ainda maior.
A região nordestina teve um crescimento do número de empregos com carteira assinada de 0,46%, isto é, 19.117 postos, sendo que a Bahia representa 71,2% deste total.
Nos cinco primeiros meses de 2008, foram criados 39.728 empregos com carteira assinada no estado, o que corresponde um incremento de 3,27%, um valor relativamente próximo ao da média nacional, de 3,63%.