Usinas fazem acordo inédito em etanol

25/06/2008

Usinas fazem acordo inédito em etanol

 

Os grupos Cosan, Nova América, Alcoeste e Guarani informaram ontem que anunciariam hoje o fechamento de contrato com uma empresa européia. Segundo apurou a Gazeta Mercantil, os quatro grupos fornecerão com exclusividade etanol certificado para a Sekab BioFuels & Chemicals, a maior empresa da Suécia na área de biocombustíveis. Segundo fontes do mercado, a companhia sueca possui demanda anual de importação de 200 milhões de litros de álcool.
Executivos da Sekab estiveram no Brasil na semana passada para concluir o acordo de fornecimento de etanol de cana-de-açúcar com garantia de qualidade ambientais, climáticas e sociais.
Segundo fontes do mercado, o critério do "etanol certificado" foi desenvolvido pela Sekab juntamente com esses quatro grupos alcooleiros e abrange todo o ciclo de produção do etanol, desde a plantação da cana-de-açúcar.
Conforme apurou a reportagem, esses critérios ambientais e sociais da Organização das Nações Unidas (ONU), União Européia (UE), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e diversas Organizações Não-Gover-namentais (ONGs).
Cia Sueca
A Sekab possui plantas de reprocessamento de álcool na Suécia, onde mistura álcool à gasolina. Também possui rede de distribuição do combustível no norte da Europa. Estima-se que a Sekab forneça em torno de 90% de todo o etanol na Suécia, país que possui uma frota de 490 ônibus movidos a biocombustíveis. A Sekab é também uma das líderes mundiais no desenvolvimento de tecnologia e processos de produção do etanol a partir de celulose, com uma usina piloto em operação desde 2004, em Ornskoldsvik, na Suécia.
As exigências do contrato com os quatros grupos brasileiros têm tolerância zero com desrespeito às leis trabalhistas e desmatamento ilegal. Segundo fontes, o acordo também inclui a exigência de colheita mecanizada em 30% e o compromisso de aumentar para 100% até 2014.
Há informações ainda de que uma companhia internacional e independente de verificação irá auditar duas vezes por ano as unidades de produção para garantir o cumprimento dos critérios estabelecidos no contrato.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Fabiana Batista)