Commodities Agrícolas
Etanol impulsiona alta
Os preços futuros do açúcar fecharam ontem com forte alta, impulsionados por notícias de que as cotações da commodity poderão subir em 2009, com a maior disposição das usinas brasileiras em produzir etanol, de acordo com relatório da trading Czarnikow. Na bolsa de Nova York, os contratos para outubro fecharam a 13,10 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 36 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para outubro encerraram a US$ 377,20 a tonelada, com elevação de US$ 3,10. Em São Paulo, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 26,25, alta de 0,11%, segundo o índice Cepea/Esalq. A oferta no mercado interno segue baixa, por conta do atraso na colheita de cana no centro-sul. As chuvas também reduziram a produtividade da cana.
Exportação global cai
Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, puxados por notícias de que as exportações globais do grão recuaram em maio. Levantamento da Organização Internacional do Café (OIC) mostra que os embarques mundiais de café verde ficaram em 8,1 milhões de sacas em maio, queda de 8,6% sobre o mesmo mês de 2007. Em e Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,5320 a libra-peso, com alta de 65 pontos. Em Londres, os contratos para setembro encerraram a US$ 2.480 a tonelada, com aumento de US$ 56. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 264,18, alta de 0,58%, segundo o Cepea/Esalq. O Ministério da Agricultura informou que o prazo para a criação do padrão oficial de classificação do café torrado em grão e café torrado e moído será estendida por 60 dias, em vigor até o dia 27 de agosto.
Petróleo impulsiona
Os preços futuros do cacau deram ontem uma guinada no pregão de Nova York. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu à alta no petróleo, que provocou uma corrida por commodities como forma de se proteger da inflação. Os contratos com vencimento em setembro subiram US$ 3 e encerraram o dia a US$ 3.181 por tonelada. Os preços chegaram a bater na casa dos US$ 3.207 no início da manhã, o maior patamar desde 1986. "O petróleo está dando o tom para todas as commodities", disse à agência americana Adam Klopfenstein, estrategista-sênior de mercado da Lind-Waldock de Chicago, uma divisão da MF Global. De acordo com a Central Nacional dos Produtores de Cacau, a cotação média da arroba da amêndoa fechou em R$ 77,60, queda de 1,7%.
Temporada de furacões
Os preços futuros do suco de laranja concentrado tiveram ontem o maior ganho desde outubro de 2006, devido a preocupações de que as lavouras da Flórida - segundo maior produtor do mundo - possam ser prejudicadas com o início da temporada de furações, neste mês. "Qualquer tipo de atividade tropical eleva os preços da laranja", disse Fain Shaffer, da Infinity Trading. O pico da temporada de furações na Flórida é em agosto, mas as lavouras ficam sob risco até novembro. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em setembro subiram 8,95 centavos de dólar e fecharam a US$ 1,226 por libra-peso. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos da laranja às indústrias fechou a R$ 10,75, segundo o Cepea/Esalq. Em cinco dias, o suco subiu 0,10%.