Grupo se reúne em Fortaleza para tratar da dívida dos cacauicultores

04/07/2008

Grupo se reúne em Fortaleza para tratar da dívida dos cacauicultores

 

Colocar em prática a primeira etapa do Plano de Desenvolvimento e de Diversificação Agrícola na Região Cacaueira, o PAC do Cacau, que consiste no tratamento diferenciado à dívida dos cacauicultores baianos e na liberação de novos recursos para a região.

Com este objetivo, o secretário da Agricultura e coordenador do PAC, Geraldo Simões, se reúne hoje, em Fortaleza, com representantes do Ministério da Agricultura (Mapa), da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Desenbahia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil.

As ações estão previstas na Medida Provisória (MP) 432, sancionada em 27 de maio de 2008.

A intenção é operacionalizar o inciso IV, do artigo 7o, da MP que autoriza o Banco do Nordeste – gestor financeiro do Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE) – a realizar uma nova operação de crédito para a liquidação do valor remanescente, após a concessão dos descontos previstos para a renegociação. A dívida dos produtores, nesse artigo, gira em torno de R$ 500 milhões.

Ações do governo –

O PAC do Cacau foi lançado em maio deste ano, em Ilhéus, pelo presidente Lula e o governador Jaques Wagner.

O plano terá investimentos de R$ 2,2 bilhões, nos próximos oito anos, beneficiando, aproximadamente, 30 mil agricultores da região cacaueira da Bahia.

Segundo o secretário, "o sucesso para a concretização do plano depende de um esforço conjunto dos governos federal e estadual – para levar novas tecnologias, pesquisas e extensão rural, por meio dos órgãos competentes (Embrapa, Ceplac, universidades, Adab e EBDA) – e dos produtores, ao adaptar-se com a diversificação e industrialização da produção."

Dentro da mesma filosofia, o Governo do Estado vai implementar outras ações para alavancar a economia da região, como o incentivo ao cultivo de flores, pupunha e frutas, além da produção de piaçava e da pecuária de leite.

"Dessa maneira, agregamos valor ao produto e não nos limitamos ao repasse da matéria-prima", enfatizou Simões.

Fábricas –

Além da contratação de técnicos, que serão integrados aos quadros da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), a previsão é de que sejam instaladas, por intermédio da Seagri, 20 fábricas de chocolate na região, que compreende os territórios Litoral Sul, Rio de Contas, Vale do Jequiriçá e Baixo Sul.

As unidades de processamento atendem aos objetivos do Programa de Industrialização de Cacau em Pequena Escala, que apresentará produtos diferenciados feitos de cacau fino e especial e de cacau orgânico. O plano será lançado no dia 11 deste mês.