Reforma de estações de piscicultura triplicam produção de alevinos
O Governo do Estado continua a investir em alternativas que agreguem no segmento da agricultura familiar.
Mais de R$ 3 milhões estão sendo empregados no projeto para recuperação e ampliação, até o final de novembro deste ano, de nove unidades de produção de alevinos.
O trabalho está sendo desenvolvido e executado pela Bahia Pesca, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura (Seagri), e tem por meta triplicar a produção anual, passando de 20 para 60 milhões.
O projeto beneficiará as unidades de Boa Vista do Tupim, Camaçari, Porto Novo, Jequié, Pedra do Cavalo e Cipó e implantará as unidades de Itamaraju, Caiçara e Xique-Xique.
A recuperação das unidades compreende a reforma dos escritórios, laboratórios, salas de incubadora, pátio de aquários, viveiros e demais dependências.
Marco decisivo –
Segundo o presidente da Bahia Pesca, Aderbal de Castro, o projeto "atenderá 112 municípios, com a distribuição de 42,3 milhões de alevinos, beneficiando 60 mil famílias, por meio da produção de 4,3 mil toneladas de pescado."A iniciativa ainda fomenta a produção de peixes e favorece a geração de renda, desenvolvendo um modelo de exploração sustentável para os recursos hídricos da Bahia.
A produção de alevinos viabilizará a operação de diversos modelos produtivos, bem como o desenvolvimento de pesquisas que possibilitem o domínio da produção e alevinagem, a estruturação da frota de transporte de peixe vivo, o envolvimento das comunidades de pescadores e ribeirinhos para o cultivo comercial de peixes.
Volume de água –
Numa região que vive há décadas com altos níveis de pobreza e desigualdade social, a piscicultura é vista como uma alternativa decisiva para a redução do problema, uma vez que busca aliar as potencialidades existentes do ponto de vista dos recursos hídricos.O estado da Bahia dispõe de um excepcional volume de água represada, totalizando cerca de 53,4 bilhões de metros cúbicos, distribuídos entre os vários reservatórios existentes nas diversas bacias hidrográficas, nos mais diferentes municípios do estado que, por sua vez, são subutilizados na sua capacidade de produção de peixes.