Sadia define aporte de R$ 630 milhões em unidade em MT
A Sadia, uma das maiores empresas de alimentos do país, anunciou na quinta-feira que começará a investir em seu planejado novo complexo agroindustrial de Campo Verde (MT) em 2009. O investimento total no projeto está estimado em R$ 630 milhões, dos quais R$ 400 milhões serão aplicados pela própria companhia e R$ 230 milhões por seus integrados na região.
Os planos para Campo Verde já estavam em gestação já há algum tempo. No fim do ano passado, em encontro com a imprensa, o presidente da Sadia, Gilberto Tomazoni, confirmou que o projeto fazia parte de um pacote de investimentos de R$ 1,6 bilhão previsto para 2008. Os gastos ficaram para 2009, mas nem por isso o total previsto para este ano diminuiu.
O complexo em Campo Verde, onde a Sadia já mantém um incubatório, granjas próprias, uma fábrica de rações e armazéns de grãos, prevê um abatedouro de frangos, outra fábrica de rações e novos silos e incubatório. A unidade deverá entrar em operação no segundo semestre de 2010 e começará a operar a todo o vapor no ano seguinte, já com potencial para agregar uma receita de R$ 780 milhões por ano à empresa, que no primeiro trimestre deste ano faturou R$ 2,6 bilhões.
Ao confirmar os investimentos em evento em Campo Verde, que contou com a presença do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), Tomazoni afirmou que os novos aportes vão gerar 3,5 mil empregos diretos e cerca de 9 mil indiretos. O município mato-grossense já apresenta o maior PIB agropecuário do país.
A escolha de Campo Verde não foge à lógica que norteia a expansão dos negócios com frango e suínos. Celeiro de grãos e com boa logística de escoamento graças à pujança do setor de agronegócios, a região de Campo Verde apresenta vantagens de custos que ganharam importância a partir da disparada dos preços de commodities como milho e soja nos mercados externo e doméstico.
É comum ouvir no segmento que "o frango é milho com penas", tamanho o peso do grão no custo de produção, e em Campo Verde a Sadia pretende abater 500 mil aves por dia. Na nova fábrica de rações, serão 80 mil toneladas por mês, segundo a companhia.