"Alta dos preços não é permanente"

08/07/2008

"Alta dos preços não é permanente"

 

O ex-ministro da Agricultura, Luiz Carlos Guedes Pinto, acredita que a alta dos preços dos alimentos não veio para ficar. Para ele, deve durar no máximo três anos. "Talvez os preços perdurem por três anos", estimou o vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil.
Conforme avalia Guedes Pinto, deve haver um equilíbrio mundial entre a oferta e a demanda por alimentos porque os produtores rurais devem elevar a produção diante da atual cotação das commodities agrícolas. "A reposição dos estoques mundiais deve acontecer nesse prazo".
Mesmo que seja "passageiro", disse que os produtores rurais brasileiros precisam aproveitar o atual cenário para aumentar a produção e faturar mais. Roberto Rodrigues, também ex-titular da pasta, avalia que o cenário altista dos preços dos alimentos deve durar em média quatro anos.
Entretanto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem demonstrado preocupação com o aumento dos preços dos insumos agrícolas que se valorizaram 150% desde agosto do ano passado, impulsionada pelo petróleo. Na prática, isso corrói a remuneração do produtor rural.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Viviane Monteiro Brasília)