Exportações baianas batem um novo recorde histórico

08/07/2008

Exportações baianas batem um novo recorde histórico

 


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s exportações baianas atingiram novo recorde histórico para o primeiro semestre, alcançando no período US$ 4,3 bilhões e superando em 27,2% o primeiro semestre do ano passado.

As importações, impulsionadas pelo câmbio e pelo crescimento da economia, cresceram mais que as exportações, 31,2%, alcançando US$ 3,3 bilhões.

Com esses resultados, a Bahia produziu um superávit comercial de US$ 1 bilhão no período, 15,5% acima do alcançado no período janeiro/junho de 2007.

Os dados foram divulgados ontem pelo Promo (Centro Internacional de Negócios da Bahia), vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado.

O superintendente do Promo, Ricardo Saback, ressalta que, mesmo diante da maior valorização do real em relação ao dólar nos últimos nove anos, a Bahia bate recordes sucessivos em suas vendas externas.

No primeiro semestre do ano, as exportações baianas representaram 4,7% das exportações brasileiras e 59,3% das exportações do Nordeste

Elevação dos preços - De acordo com o Promo, o principal responsável pelo aumento das exportações e importações do estado foi a elevação dos preços dos produtos.

"Para as exportações, esse efeito foi determinante para seu crescimento, aumentando 21%, quatro vezes mais do que a variação da quantidade embarcada. Já nas importações, a alta dos preços do petróleo, fertilizantes e minérios, impulsionaram as compras, que chegaram, em média, a 18%, acima também do incremento da quantidade física embarcada, que cresceu 11% no semestre", afirma Arthur Souza Cruz, gerente de estudos e informações do Promo.

Petróleo - As vendas externas no primeiro semestre foram lideradas pelo setor de petróleo e derivados (73%), com US$ 901,6 milhões e incremento de 98% em receitas no período.

O melhor desempenho da pauta ficou com o setor de papel e celulose, com US$ 623,3 milhões e crescimento de 54%.

Outro setor com bom desempenho no período foi o de commodities agrícolas, principalmente a soja, com o início dos embarques da safra atual, além do algodão, café, cacau, fumo e frutas, totalizando US$ 595,2 milhões e um incremento de 22%.

No primeiro semestre, o principal mercado para os produtos baianos no exterior continuou sendo a União Européia, com 29% de participação e expansão de 72% no período.

Individualmente, o maior mercado foi os EUA, com 21% de participação e crescimento de 28%.

Em seguida vieram Países Baixos, Argentina, China e Alemanha.

Compras - As importações foram lideradas pelos combustíveis e lubrificantes (nafta, petróleo e óleo diesel), cuja alta de preços proporcionou recorde em volume de importações, US$ 980,7 milhões, e alta de 112,4%.

Produtos como minério de cobre, automóveis, cacau em grão, trigo, insumos para a indústria química e petroquímica, fertilizantes e partes, peças e componentes para a indústria de informática completaram o maior volume das compras baianas.

Quadro atual - O crescimento mais elevado das importações acontece num contexto de desvalorização acentuada do dólar, aumento da atividade produtiva e aumento de preços externos do petróleo e seu derivados, matéria-prima básica na matriz industrial do estado, liderado pela petroquímica, além de commodities minerais (cobre, minério de ferro) e agrícolas (trigo, cacau) Individualmente, o maior mercado foi os EUA, com 21% de participação e crescimento de 28%