Bahia é o sexto estado mais industrializado do país

10/07/2008

Bahia é o sexto estado mais industrializado do país

 


A indústria baiana ocupa a sexta posição no ranking nacional em relação ao valor de transformação industrial, posição alcançada em 2005, quando ultrapassou o estado de Santa Catarina.

A informação é da Pesquisa Industrial Anual (PIA), referente ao ano de 2006, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria de Planejamento.

Receita - A pesquisa revelou que o valor de transformação industrial da Bahia alcançou R$ 28 bilhões, sendo que este número representa 5,20% do total do país.

No ano de 2006, o estado possuía 4,6 mil unidades industriais responsáveis pelo emprego de 177 mil pessoas.

O salário médio mensal dos trabalhadores foi de R$ 1.589,00, cerca de 4,7 salários mínimos.

Neste ano, a receita líquida de vendas foi de R$ 68,45 bilhões, enquanto que a produtividade do trabalho, dada pela relação entre o valor da transformação industrial e o pessoal ocupado, foi de R$ 163 mil.

Estrutura industrial - Em termos de quantidade de unidades, o número de indústrias de transformação concentra-se, sobretudo, nos ramos de alimentos e bebidas (25,1%), produtos de minerais não-metálicos (10,1%) e vestuário (9,4%).

Mas em relação ao peso na estrutura industrial do estado, apenas sete dos 23 segmentos somaram 73,9% do valor de transformação industrial, que são refino de petróleo (37,6%), produtos químicos (19,9%), alimentos e bebidas (6,5%), veículos (6,5%), metalurgia básica (3,9%), celulose e papel (3,3%) e borracha e plástico (2,7%).

Destaques - Seis ramos destacaram-se no emprego de 54% da mão-de-obra: alimentos e bebidas (15,7%), couro e artefatos (14,7%), química (6,9%), minerais não-metálicos (5,9%), vestuário (5,9%) e borracha e plástico (5,7%).

Entre 1996 e 2006, a indústria baiana obteve ganho de participação, principalmente, em duas atividades: refino de petróleo (que passou de 9,8% para 37,6%) e veículos (de 0,1% para 6,5%).