Commodities Agrícolas

16/07/2008

Commodities Agrícolas

 


Influências cruzadas 

Sob forte influência das oscilações de petróleo, do dólar e do milho, os preços do açúcar encerraram a terça-feira em alta na bolsa de Nova York. No início do dia os ganhos foram mais robustos, em linha com o petróleo, mas este caiu, ajudou a derrubar o milho e reduziu a valorização do açúcar. Os contratos com vencimento em outubro fecharam a 13,93 centavos de dólar por libra-peso, 34 pontos mais que na véspera, ao passo que os futuros para entrega em março subiram 31 pontos e alcançaram 15,56 centavos de dólar, segundo a agência Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal registrou variação positiva de 0,89% e atingiu R$ 27,33. Com isso, no mês a valorização acumulada do indicador atingiu 4,11%. 


Na trilha do CRB

Sem novidades em relação aos chamados fundamentos do mercado e à mercê dos movimentos dos investidores em diferentes mercados de commodities - o índice CRB, após muita volatilidade, registrou variação negativa -, o café fechou em queda ontem na bolsa de Nova York. Os futuros para entrega em setembro fecharam a US$ 1,4070 por libra-peso, em baixa de 220 pontos, enquanto os papéis para dezembro recuaram 215 pontos, para US$ 1,440. Traders consultados pela Dow Jones Newswires afirmaram que continuam de olho no Brasil, particularmente nos mecanismos de apoio à comercialização do governo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica caiu 1,22%, para R$ 250,92. 


Efeito dominó

Quedas de outras commodities, traduzidas na variação negativa registrada pelo índice CRB, derrubaram as cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em setembro recuaram 315 pontos, para US$ 1,2415 por libra-peso; os futuros com vencimento em novembro, por sua vez, encerraram a terça-feira negociados a US$ 1,2790, em baixa de 310 pontos. Traders ouvidos pela agência Bloomberg notaram que o fato de que a temporada de tempestades tropicais no Atlântico não estar danificando os pomares de laranja nos Estados Unidos também tirou sustentação dos preços. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 11,06 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq. 


Demanda reprimida

Os contratos futuros do algodão voltaram a subir ontem diante de especulações de que a queda nos preços registrada nos dois pregões anteriores reavive a demanda pela fibra americana. Os EUA exportaram 157.039 fardos nas quatro semanas encerradas no dia 03 de julho, comparado com os 434.713 fardos na semana encerrada em 5 de junho. "O mercado percebeu que não precisa reduzir o preço para vender", disse Ron Lawson, diretor-gerente do Lawson O'Neill Global Institutional Commodity Advisors, da Califórnia. Os contratos para entrega em dezembro subiram 168 pontos na bolsa de Nova York, fechando a 73,71 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso recuou 0,64%, para R$ 1,2780.