Seminário discute agricultura familiar e comércio justo até amanhã

17/07/2008

Seminário discute agricultura familiar  e comércio justo até amanhã

 


O lançamento do Selo da Agricultura Familiar e o debate sobre a constituição e operacionalização do Sistema Estadual de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária, Fomento a Comércio Justo e Solidário (Secafes) são os principais objetivos do 1º Seminário Estadual da Agricultura Familiar e Comércio Justo e Solidário, que termina amanhã no Hotel Mar Azul.

Promovido pela Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), o evento reúne cerca de 100 representantes de entidades sociais da economia solidária, da agricultura familiar e do comércio justo.

Desenvolvimento - A necessidade de associar os produtos da economia solidária e da agricultura familiar à qualidade de vida que eles podem proporcionar foi destacada pela representante da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol), Elione Alves.

Segundo dados apresentados pelo superintendente de Agricultura Familiar da Seagri, Ailton Florêncio, na Bahia, 70% dos alimentos produzidos vêm da agricultura familiar.

"O Governo do Estado prioriza a agricultura familiar e a economia solidária, tendo-os como um dos principais eixos para o desenvolvimento do estado", destacou Florêncio.

Marca - Superintende de Economia Solidária da Setre, Helbeth Oliva destacou que todo empenho deve ser feito para que o Selo da Agricultura Familiar seja uma marca consolidada na Bahia, lembrando que todo comércio justo é, antes de tudo, regido pela solidariedade e pela valorização do trabalho e da vida.

Durante os três dias do encontro, serão apresentadas experiências de comercialização da agricultura familiar de outros estados, de cooperativas da economia solidária, instrumentos de apoio ao comércio justo e solidário, e os critérios para o uso do Selo da Agricultura Familiar na Bahia.

Parceria - Comércio justo é uma parceria comercial baseada no diálogo, transparência e respeito, que busca maior eqüidade nas relações comerciais.

O comércio justo contribui para o desenvolvimento sustentável, por meio de melhores condições de troca e garantia dos direitos para produtores e trabalhadores marginalizados.