Commodities Agrícolas

23/07/2008

Commodities Agrícolas

 


 
Os preços futuros do açúcar caíram pela quinta sessão consecutiva ontem na bolsa de Nova York, na maior sequência baixista em dois meses, segundo a Bloomberg. A queda mais uma vez refletiu o declínio das cotações do petróleo, pela expectativa de que esse movimento reduza a demanda por etanol sobretudo nos Estados Unidos. Os contratos do açúcar com vencimento em outubro encerraram o pregão a 12,01 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 47 pontos, ao passo que os futuros para entrega em março perderam 48 pontos e fecharam a 13,55 centavos de dólar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 0,54% e atingiu R$ 27,78. Neste mês de julho, o indicador acumula valorização de 5,83%. 


Forte retração


 
As cotações do suco de laranja registraram forte queda ontem na bolsa de Nova York. pressionadas, segundo a agência Bloomberg, pela diluição do risco de que a tempestade tropical Dolly danifique os pomares da fruta na Flórida, que abriga o maior parque citrícola dos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em setembro recuaram 370 pontos e fecharam a US$ 1,2395 por libra-peso, ao passo que os futuros para entrega em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,2750 por libra-peso, em baixa de 355 pontos. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 11,15 na média paulista, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias até ontem, há alta de 0,17%. 


Influência do milho


 
Especulações de que a queda nos preços do milho reduzirão as chances de os produtores americanos trocarem de cultura acabou puxando para baixo as cotações do algodão negociado na bolsa americana. "O milho está tendo forte influência sobre outras commodities agrícolas, em particular no algodão", disse Dan Vaught, analista da Wachovia Securities LLC, em entrevista à Bloomberg. Até então, a fibra vinha subindo de forma significativa porque os investidores pensavam que a área destinada à cultura seria substituída por soja, milho e trigo. Os papéis com vencimento em dezembro caíram 122 pontos em Nova York, para 71,56 centavos de dólar. No mercado interno, a libra-peso ficou em R$ 1,2669, alta de 0,02%, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Abaixo de US$ 6


 
Os contratos futuros do milho caíram ontem para menos de US$ 6 por bushel pela primeira vez em sete semanas, na bolsa de Chicago, com especulações de que o recuo nos preços de energia diminuirá o interesse de investidores pelas commodities agrícolas como forma de se proteger da inflação. "O preço do petróleo está fazendo com que os investidores abandonem posições", disse à Bloomberg o analista Chad Henderson, da Prime Agricultural Consultants. Em Chicago, os papéis com vencimento em dezembro caíram 16 centavos de dólar e encerraram a US$ 5,9225 por bushel. Durante o pregão, chegaram a recuar para US$ 5,90. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o milho ficou em R$ 27,18 a saca de 60 quilos, queda de 1,53 %. No mês, o recuo é de 6,28%.