Commodities Agrícolas
Arrastado pelo tombo do índice CRB de commodities e pelas perspectivas de boa safra no Brasil, o café encerrou a quarta-feira em baixa na bolsa de Nova York. Os futuros para setembro recuaram 150 pontos, para US$ 1,3595 por libra-peso, enquanto os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,3960 por libra-peso, em baixa também de 150 pontos. Na bolsa de Londres também houve retração, segundo a agência Dow Jones Newswires. No mercado nova-iorquino, ontem cresceu o coro dos que acreditam que de fato as commodities agrícolas entraram em rota descendente. No Brasil, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 250 e R$ 255 em um dia calmo, conforme levantamento do Escritório Carvalhaes, de Santos.
Cobertura de posições
Um intenso movimento de cobertura de posições e "compras técnicas" impulsionaram os preços do algodão ontem na bolsa de Nova York, conforme a agência Dow Jones Newswires. Os contratos para entrega em outubro fecharam a 70,16 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 140 pontos, enquanto os papéis para dezembro subiram 136 pontos e atingiram 72,92 centavos de dólar. Traders notaram que a valorização aconteceu apesar da queda de soja, milho e trigo em Chicago, que costuma exercer pressão sobre o algodão. Em Cuiabá (MT), a arroba foi negociada, em média, por R$ 39,10, mesmo valor de terça-feira, conforme levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
Cresce a pressão
As incertezas quanto ao futuro da economia americana, a queda do petróleo e a melhora do clima nos Estados Unidos voltaram a derrubar as cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em agosto encerraram a sessão a US$ 13,9425 por bushel, em queda de 22,50 centavos de dólar, ao passo que os papéis para entrega em setembro caíram 23,50 centavos, para US$ 13,8575. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires acreditam em novas quedas nos próximos dias, uma vez que o mercado seguirá sob a influência dos fatores baixistas dos últimos dias. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos recuou pelo quarto dia seguido e ficou em R$ 42, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
Piso em sete meses
As cotações do trigo recuaram ao menor patamar em quase sete meses ontem nas bolsas americanas, pressionadas pela expectativa de redução da demanda para a produção de ração animal. A expectativa é sustentada pela queda dos preços do milho, que em Chicago chega a 22% neste mês, segundo a agência Bloomberg. Em Chicago, o bushel do trigo para entrega em setembro recuou 13,50 centavos de dólar, para US$ 7,8325. Dezembro fechou a US$ 8,0675, em baixa de 13 cents, e este mesmo vencimento registrou queda de 11,50 cents em Kansas, para US$ 8,3575. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 34,82, 0,26% a menos que na véspera, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.