Commodities Agrícolas
Alta expressiva
Compras especulativas garantiram a valorização dos preços do açúcar ontem na bolsa de Nova York, conforme relato da agência Dow Jones Newswires. Os contratos futuros para entrega em outubro fecharam a 12,82 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 50 pontos, ao passo que março subiu 44 pontos e atingiu 14,16 centavos de dólar. Traders observaram que, apesar do "descolamento" de ontem, o mercado segue atento às oscilações do petróleo e do índice CRB de commodities. Ambos voltaram a registrar variações negativas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal teve ganho de 0,65% e alcançou R$ 28,07. Com isso, alta acumulada do indicador neste mês de julho chegou a 6,93%.
Influência asiática
O preço do café no mercado futuro encerrou em alta ontem em Nova York, estimulado pelo avanço da cotação de outras "soft commodities" e também pela alta do robusta, negociado em Londres. No mercado londrino, a alta foi influenciada pela decisão de produtores de café da Ásia de postergar as exportações, já que eles estariam à espera de preços mais altos, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em dezembro subiram 110 pontos, para US$ 1,4015 por libra-peso. Em Londres, o preço do robusta para setembro subiu US$ 89, para US$ 2.410 por tonelada. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos encerrou em alta de 0,77%, a R$ 243,42, de acordo com o índice Cepea/Esalq.
Piso em dois meses
As cotações do suco de laranja recuaram ao menor patamar em dois meses ontem na bolsa de Nova York, ainda pressionadas por um ataque especulativo motivado pela atual falta de perspectivas de que a temporada de furacões nos Estados Unidos, que está começando, vá prejudicar a produção do país. Os contratos com vencimento em setembro encerraram a sessão a US$ 1,0925 por libra-peso, em queda de 210 pontos, enquanto os papéis para novembro caíram 200 pontos, para US$ 1,1325. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que, com a ausência de notícias "altistas", será difícil conter novas vendas. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 11,40, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Na cola dos grãos
Os preços do algodão tiveram ontem na bolsa de Nova York a quarta alta nos últimos cinco pregões, desta feita graças à recuperação das cotações do milho em Chicago (ver página B14). Em meio à especulação de que os ganhos do milho podem significar um avanço do grão sobre áreas de algodão, os contratos com vencimento em dezembro subiram 63 pontos, para 74,48 centavos de dólar por libra-peso, conforme a agência Bloomberg. Traders disseram que a tendência para os próximos dias é que o algodão continue acompanhando as oscilações dos grãos. Em Sorriso (MT), a arroba caiu R$ 0,10 em relação à véspera e foi negociada, em média, a R$ 38,60, de acordo com levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato)