Commodities Agrícolas
Produção menor
Os contratos futuros do açúcar subiram pelo terceiro pregão consecutivo ontem na bolsa de Nova York, devido a preocupações de que a produção do Brasil seja menor nesta safra e que o tempo mais seco possa afetar as lavouras de cana de Maharashtra, a maior região produtora da Índia. "A produção de açúcar do Brasil está atrás dos níveis registrados no ano passado e as exportações da Índia também devem cair", disse Michael McDougall, vice-presidente sênior da Newedge USA LLC, de Nova York. Os papéis para entrega em março subiram 47 pontos e encerraram o dia cotados a 15,11 centavos de dólar. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar ficou em R$ 28,27, alta de 0,39%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 7,70%.
Brasil segura
As exportações brasileiras de café arábica recuaram 3,7% em julho, para 1,29 milhão de sacas, segundo o Conselho de Exportadores Brasileiros de Café (Cecafé). O resultado provocou um movimento de alta na bolsa de Nova York, com os contratos futuros atingindo os maiores preços em duas semanas. "O Brasil não está vendendo", resumiu Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, de Chicago. "Há muito pouca oferta no mercado. Os produtores brasileiros não estão gostando dos preços, já que a até pouco tempo atrás viam ofertas melhores". Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,4315 por libra-peso, alta de 185 pontos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 249,38, alta de 1,88%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Dólar impulsiona
Os contratos futuros de cacau subiram ontem em Nova York. Os papéis para entrega em dezembro fecharam o dia a US$ 2.828 por tonelada, com alta de 50 pontos. "O dólar está se desvalorizando, o que está catapultando os preços das commodities ao redor do mundo", disse Adam Klopfenstein, estrategista-sênior de mercado da Lind Waldock, em entrevista à Bloomberg. Além disso, a produção da Nigéria, prevista para 180 mil toneladas neste ano, está ameaçada pelas fortes chuvas que assolam as regiões produtoras do sul do país, o que pode elevar a incidência de doenças provocadas por fungos. Em Itabuna e Ilhéus, a arroba do cacau fechou com o preço médio de R$ 70,00, com alta de 70 centavos, segundo informou a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Demanda em baixa
Os contratos futuros do suco de laranja caíram ontem pela oitavo pregão consecutivo, atingindo o menor preço em dois meses. Segundo analistas, o movimento baixista se deveu à alta na oferta e à estagnação na demanda. A procura baixa ajudou a laranja a registrar a segunda pior performance entre 19 commodities analisadas pelo Índice Reuters/Jefferies CRB, neste ano. A pior performance foi do níquel. "Nada deverá mudar no curto prazo", disse Sterling Smith, vice-presidente da FuturesOne, à Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os papéis para novembro fecharam a US$ 1,1055 por libra-peso, queda de 12 pontos. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos da laranja encerrou o dia a R$ 11,08, sem variação nos últimos cinco dias, segundo informou o Cepea/Esalq.