Commodities Agrícolas

04/08/2008

Commodities Agrícolas

 


Produção menor

Os contratos do açúcar negociados na bolsa de Nova York atingiram na sexta-feira o maior preço em quase cinco meses, novamente motivados por especulações de que a produção do Brasil - o maior produtor mundial - deverá cair nesta safra. Segunda a Unica (União da Indústria da Cana de Açúcar), a produção na região Sudeste recuou 11%, para 8,47 milhões de toneladas, de janeiro a julho deste ano, frente a igual período do ano passado. Além disso, os preços altos do petróleo voltaram o foco mais uma vez para o etanol. Em Nova York, os papéis com vencimento em outubro subiram 15 pontos e encerraram cotados a 15,26 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do açúcar ficou em R$ 28,26, queda de 0,04 %, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Chuvas na África

As fortes chuvas que assolam as regiões produtoras de cacau em Camarões e na Nigéria, na África, aumentaram as expectativas de incidência de fungos nas lavouras desses países, que estão entre os cinco maiores produtores da amêndoa do mundo, o que provocaria uma desaceleração das exportações. Esse quadro foi suficiente para elevar os preços da commodity negociada no pregão de sexta-feira. Na bolsa de Nova York, os papéis para entrega em dezembro fecharam a US$ 3.019 por tonelada, com alta de 141 pontos. "As chuvas abriram possibilidades de doenças", disse Rob Kurzatkowski, analista de futuros da OptionsXpress Holdings. Em Itabuna e Ilhéus, a arroba do cacau fechou ao preço médio de R$ 73, alta de R$ 3,00, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau. 


Forte queda em NY

As cotações do algodão encerraram a sexta-feira com forte baixa na bolsa de Nova York, pressionadas sobretudo pela queda de soja e milho em Chicago (ver página B11). Os contratos com vencimento em outubro fecharam a 69,31 centavos de dólar por libra-peso, 234 pontos a menos do que na véspera, enquanto dezembro caiu 261 pontos, para 71,89 centavos de dólar, e março recuou 252 pontos, para 77,37 centavos de dólar. Traders afirmaram à Dow Jones Newswires que, apesar da baixa, os preços permaneceram em torno de um eixo que vem se consolidando nas últimas semanas, e que fortes oscilações continuarão dando o tom. Em Rondonópolis (MT), a arroba saiu, em média, por R$ 38,90, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato). 


A alta da semana

Os preços do trigo registraram alta na sexta-feira nas bolsas americanas, o único dia de valorizações da semana. E foi o aumento da demanda pelo produto estocado nos Estados Unidos que garantiu a valorização, depois de dias de incerteza em relação ao futuro do consumo no país. Conforme a agência Bloomberg, os contratos com vencimento em setembro subiram 10,25 centavos de dólar e fecharam a US$ 7,94 por bushel, enquanto dezembro fechou a US$ 8,19, em alta de 10,25 centavos de dólar. Em Kansas dezembro subiu 8,25 centavos e atingiu US$ 8,49. No Paraná, a saca de 60 quilos recuou para R$ 32,86, em média, de acordo com levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.