Commodities Agrícolas
Exportação maior
Os principais portos da Costa do Marfim, maior produtor e exportador mundial de cacau, receberam, entre 1º de outubro de 2007 e 13 de julho deste ano, um volume 9,7% maior do produto em comparação com o mesmo período da safra anterior. Segundo dados do governo local, as entregas somaram 1,27 milhão de toneladas, informou a Bloomberg. Ontem, principalmente como reflexo da queda do preço do petróleo, os contratos de cacau com vencimento em dezembro recuaram 81 libras esterlinas, para 1.505 libras por tonelada. Em Nova York, os papéis para dezembro caíram US$ 209, para US$ 2.810 por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba de cacau encerrou negociada, na média, por R$ 70,70, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Real pressiona
Os preços futuros do café fecharam com forte queda ontem nas bolsas internacionais, atingindo a mais baixa cotação das últimas quatro semanas, pressionados pela desvalorização do real frente ao dólar e pelo aumento da oferta do grão dos países da América do Sul. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro fecharam a US$ 1,4065 a libra-peso, com recuo de 330 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para novembro encerraram o dia a US$ 2.296 a tonelada, com baixa de US$ 84. A entrada da safra brasileira, com colheita do grão arábica nas principais regiões produtoras do país, como Minas Gerais e São Paulo, ajuda a tirar o suporte das cotações do grão no mercado. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 240,88, com baixa de 1,93%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Safra promissora
As tempestades tropicais ainda não abateram plantações de laranja da Flórida, fator que motivou a expectativa de crescimento da produção no Estado, o segundo maior pólo citrícola do mundo, na safra que começa a ser colhida em outubro. Essa expectativa puxou ontem a queda da cotação do suco de laranja concentrado e congelado no mercado futuro, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em Nova York, os contratos com vencimento em novembro fecharam em baixa de 280 pontos, a US$ 1,0485 por libra-peso. A queda do preço da commodity também teve influência do recuo da cotação do petróleo. No mercado interno, a caixa de laranja de 40,8 quilos negociada com as indústrias foi negociada por R$ 10,44, de acordo com o Cepea/Esalq.
EUA exportam menos
As exportações americanas de algodão recuaram 33% na semana encerrada em 24 de julho em comparação com o período anterior. Esse fator puxou a queda do preço da commodity ontem, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. A cotação também recuou na esteira da queda do preço da soja - com a soja mais barata, o apelo da substituição do algodão pela oleaginosa nas áreas de plantio perde força. Em Nova York, os contratos de algodão para dezembro recuaram 276 pontos, ou 3,8%, para 69,13 centavos de dólar por libra-peso. O papel chegou a descer a 69,02 cents por libra-peso, o patamar mais baixo desde 28 de maio. No mercado interno, o algodão foi negociado por R$ 1,2532 por libra-peso, uma queda de 0,17%, de acordo com o índice Cepea/Esalq.