Commodities Agrícolas
Alta para "correção"
A forte queda do preço futuro do café na segunda-feira em Nova York levou os investidores a interpretar o recuo como demasiado. Ontem, por conta disso, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a cotação encerrou em alta. Em Nova York, os contratos com vencimento em dezembro subiram 330 pontos, para US$ 1,4395 por libra-peso. Com esse avanço, os papéis para dezembro recuperaram os mesmos 330 pontos da queda do dia anterior. A alta também foi creditada ao aumento das compra de café pelas torrefadoras. Em Londres, os contratos de robusta que vencem em novembro tiveram alta de US$ 95, para US$ 2.391 por tonelada. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos subiu 1,56%, segundo o indicador Cepea/Esalq. Com o avanço, a saca foi negociada por R$ 244,64.
Recorde de quedas
O mercado futuro de suco de laranja concentrado e congelado registrou ontem a 11ª queda consecutiva, a mais longa seqüência de baixas desde 1989. A baixa de ontem foi motivada pela crença de que a demanda por suco de laranja será menor que a oferta americana. Até o atual estágio da safra, as plantações de laranja de São Paulo e da Flórida, os dois maiores pólos citrícolas do mundo, ainda não foram atingidos por problemas climáticos. Nos EUA, a previsão é que produção de suco no ano que se encerrará em setembro será 24% maior que a do mesmo período da safra anterior. Em Nova York, os contratos para novembro caíram 305 pontos, para US$ 1,0180 por libra-peso. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos foi negociada por R$ 10,10, segundo o Cepea/Esalq.
Clima favorável
Os sinais de clima favorável nas áreas de plantio de soja nos Estados Unidos voltaram a dominar a atenção dos investidores ontem e puxaram nova baixa do preço da commodity. São esperadas chuvas fracas e temperaturas um pouco mais baixas nas áreas ao norte e a leste do Meio-Oeste americano, cenário benéfico para o desenvolvimento do grão. A liquidação de papéis pelos fundos de investimento manteve-se como destaque, embora, durante os negócios, a cotação da oleaginosa tenha registrado alta. Na bolsa de Chicago, os contratos de soja com vencimento em setembro recuaram 26,50 centavos de dólar, para US$ 12,59 por bushel. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos caiu 2,06%, para R$ 43,31, de acordo com o índice Cepea/Esalq.
Sem sustentação
Os preços do milho no mercado futuro dos EUA fecharam ontem mais uma vez em alta, influenciados pelo clima favorável nas plantações do Meio-Oeste americano. Na esteira do desempenho do mercado do trigo, que encerrou o dia em alta, o milho chegou a ser negociado em alta durante a sessão, mas, sem sustentação adicional, a liquidação de contratos prevaleceu. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, contudo, acreditam que o período mais forte de liquidação de contratos de milho já ficou para trás. Os papéis de milho com vencimento em dezembro encerraram em baixa de 10,50 centavos de dólar, a US$ 5,45 centavos de dólar. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos registrou baixa de 0,56%, para R$ 25,34, de acordo com o indicador Esalq/BM&F.